sexta-feira, 21 de novembro de 2008

destruição




Julgas estar certo da tua vivência quando, no fundo, limitas-te a observar o passar do tempo e divertes-te a calcular a velocidade dele, só para tentares mostrar o teu lado inteligente a física e química. E no meio dessa tua grande bola de cristal que tu conduzes, já nem espaço há para os que mais te acolhem, sem te aperceberes vais destruindo cada brilhante desse teu cristal. (Ai desculpa, esqueci-me de que sempre te esqueceste demasiado do nosso dia-a-dia)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

desculpas de lixo

Errar, acto mais banal e verbo mais divulgado.
E por que razão erramos tanto? Ora, se seguirmos a definição do censo comum é porque Deus criou o ser humano imperfeito, e ponto final. (Parágrafo, não acaba aqui)
Partiremos para as filosofias da vida, mas será que o ser humano não pode pensar nas consequências dos seus actos? Irá o Homem continuar a errar vezes sem conta e usar a palavra "desculpa" como diz "bom dia"? Que desgastada que esta palavra está. Chega a um ponto que perde a sua importância e um pedido de desculpas já não tem valor algum. Iremos todos nós, humanos, abusar e e calcar os outros, continuaremos a desculpar-mo-nos constantemente e não damos conta do tempo passar e da velocidade dele, e de que tudo tem o seu limite. A nossa vida continuará a passar ao nosso lado, idêntica à nossa sombra. Esqueceremos as palavras pronunciadas num dia em que acordámos com os pés de fora da cama e que, devido a isso, maltratámos os nossos chegados e, provavelmente, nem nos iremos lembrar da quantidade de vezes que prometemos não voltar a fazê-lo. A desculpa tornou-se num impulso.
Oh meus caros, a vida não necessita de se afastar de nós se soubermos cuidá-la e construi-la devagarinho, ela não chega ao segundo andar sem se construir o primeiro. Para mim, os pedidos de desculpa tornaram-se tão constantes que são como os papéis que atiro para o chão: uso e abuso deles, amachuco-os e deito-os fora. Deixei de gostar das desculpas ditas da boca para fora e que não são completadas com acções. Ah, são ironias da sombra da vida (ou da nossa sombra).

domingo, 9 de novembro de 2008

15

Fotografia é arte.
Hoje tenho quinze (embora não tenha vontade de os ter)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

à minha maneira!

Eu já previa tudo isto, sinceramente. Burrice a minha que nem capaz fui de abrir os olhos à primeira, incrível. Diz-me, porque razão voltei a cair no mesmo erro de confiar inteiramente em ti? Se no fundo, algo me chamava para a razão, cruel e dura, mas era a realidade. Talvez pensasse que agias de igual forma comigo como eu agia contigo. Talvez fossem as tuas doces palavras do inicio que me faziam voar (contigo ou sem ti) e pudesse ter confiança total. Curioso, pois neste momento não existe confiança nem por parte de um, nem por parte do outro. Que erro, que grande erro! Pois é claro que tudo era belo quando vivíamos verdes. E sem dúvida que chegámos a alturas em que éramos "um só". Só havia um dia-a-dia, o "nosso". (Espera, houve mesmo ou sou eu a dizer o que gostaria que existisse?)
Bem, já deves ter reparado que continuo com a incerteza em mim. Nunca tenho respostas para o que julgas ser óbvio e perco-me no meio do nada. No entanto informo-te que as tuas acções também não ajudam, pois a incerteza está 24 horas por dia em mim, infelizmente. Afogo-me em passados constantemente remexidos que, por muito que eu não queira, abalam-me. Sim, meu amor, abalas-me! A maior incerteza da vida, digo-te, é não saber definir o que se sente ou a razão da existência. Falo por mim, que tanto tenho o controlo de todos os meus actos, como a seguir vejo tudo o que construí a desmoronar à minha volta. Sabes qual foi o meu mal? Envolver-me demasiado nas tuas palavras, querer demasiado ter-te do meu lado quando, no final, estava sozinha, oh! Procuraria eu alguma alma capaz de habitar os jardins, outrora abandonados, juntos aos meus. Esse alguém serias tu, até que as tuas visitas seriam cada vez mais e mais escassas, até que o vento levasse a brisa do teu perfume... Se passares por lá um dia, repara como até as flores foram perdendo a cor. (Mas eu continuava a acreditar que eras capaz de permanecer mais tempo, agora já não). Oh metáforas, mais e mais metáforas, porque tentais complicar o simples e objectivo?
Digo-te agora, com toda a certeza, que não irás possuir mais os meus desabafos e o meu quotidiano, nem voltarás a aproximar-te dos meus jardins vizinhos, só pelo simples facto de eu já não querer mais a tua presença aqui e sou eu que a partir de agora vou visitá-los. (Mas só quando as tuas lembranças se esgotarem)
A partir de agora, é à minha maneira!

domingo, 2 de novembro de 2008

e mais não digo.


"e hoje, ao ver o Mundo assim, com o mal a vencer o bem, eu só confio em mim, só em mim e mais ninguém"