segunda-feira, 1 de março de 2010

vou esquecer-me de me lembrar

Peço desculpa mas não deixo de te recordar. És mais forte do que eu, ganhaste-me. Derrotaste-me da pior das maneiras, da maneira mais fria que poderia haver quando eu, estando no meu auge, me julgava livre das tuas palavras e da tua presença e agora…deparo-me a escrever-te. Certo é que enquanto escrevo, liberto-te de mim, tiro-te aos bocadinhos deste local que já não te pertence há uns tempos. Mas anseio o dia em que o teu toque não me arrepie, em que o teu abraço não me faça falta e em que a tua doce palavra não me venha à memória. Agora penso, será que eu quero mesmo sentir-te falta ou preferirei guardar-te aqui, limitando-me a saborear-te de vez em quando? Fazes-me lembrar os chocolates ou os caramelos naquelas tardes em que desejo terrivelmente e perco-me quando os tenho em mãos. Tu verás, um dia, vou esquecer-me de me lembrar de ti…

4 comentários:

Verinha disse...

Fico sempre agarrada às tuas palavras, a ver o modo como vais concluir. O que vais finalizar para o teu texto ser mais uma vez uma parte perfeita de ler.
Tenho pouco a dizer, acho que dizes tudo com as palavras que escreves e não escreves nas traseiras dos trechos que vais partilhando.
Parabéns, e só te digo, quando se nos agarram à pele é difícil, muito difícil de abandonar. Um dia, quem sabe...
Minha querida, um beijinho :)

nez disse...

Já estás há demasiado tempo presa a isso e por mais que te queiras libertar parte de ti sempre pertencerá ao "passado".
Sabes bem,miúda,que o teu bem-estar faz parte do meu há imensos anos por isso eu quero ver-te feliz sempre com esse lindo sorriso!
Amo-te e trago-te todos os dias comigo

Catarina disse...

quando alguém nos ganha, é difícil nos perder. Mas não é impossível.

beijinhos :) e continua com os teus pensamentos escritos, pois convida-me sempre a uma reflexão sobre as tuas lindas palavras.

Joana disse...

É como se um pedaço de nós ficasse sempre colado no passado e se perdesse nas memórias desse mesmo, mas sabes bem que também depende de nós próprios libertar-nos desse passado, por mais que custe.
E em resposta ao que me disseste, ora bem, gostar mesmo de alguém leva tempo, mas é isso mesmo, é verdade, deixar de gostar, ou perder todas as ideias que se tinha dessa pessoa passa por segundos. Coisas insignificantes acabam com muito, já se sabe.

Te amoooooooo*