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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

I'M BACK

Já tinha saudades deixar por aqui alguns retratos. Mas esta vida tem sido atarefada, demasiado até. Por agora vou tendo uma semaninha de férias depois de um árduo semestre concluído e arrumado!
Já tinha saudades de me deixar dormir pela manhã sem sentir a obrigação de algo, de não ter nada com que me preocupar e sentir o cheirinho do almoço a percorrer a casa. Já sentia falta de acordar nas horas em que o sol insiste em atormentar a minha estimada janela e andar de pijama pela casa a ouvir música com todo o tempo do mundo pois, de facto, já não tenho que almoçar em dez minutos nem correr para o autocarro, perdê-lo e ter de correr para o metro, chegar quase sem fôlego à faculdade e ainda ter de correr as salas para saber onde, de facto, será o meu exame. 
Eu confesso que funciono bastante melhor sob stress e com 4 horas de sono na cabeça e que quando tenho estes dias livres, o meu cérebro torna-se mais lento e preguiçoso. Mas se eu andasse todos os dias a mil bem que me dava uma coisinha má! Mas esta boa vida não vai durar muito tempo que na próxima semana já comecerei uma nova maratona, desta vez, com mais presenças nas aulas (prometo). 
Fica aqui a dica de que estou de volta e a minha vida de Enfermeira está agora mesmo a começar, enquanto que o meu jeitinho de cuidar do meu Peter Pan já começou há muito e irá permanecer.

Almost 16 :)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Eu sou tudo aquilo que escrevo

Sou moderada. Sou sempre aquilo que tenciono ser e muito fiel às minhas palavras. Por vezes tranquila, outras explosiva. Sou aquilo que nunca ninguém será e tenho consciência de todos os meus actos. Sou deveras perspicaz, não admito faltas de respeito nem abusos de confiança quando não é o momento apropriado para tal. Não gosto de olhar, prefiro observar aquilo que me rodeia e de apreciar todos os tons e todos os gestos que possam a vir ser maléficos. Extremamente irónica, pois a ironia é e será sempre a melhor maneira de superar aquilo que nos tenta deitar, de certa forma, para o fundo da terra; será aquilo que nos proporcionará um enorme prazer sempre que a usarmos e a que fica bem em qualquer momento de pura diversão. Sou uma autêntica tagarela e espontânea em todos os meus actos. Sou a mesma para todas as pessoas e muito fiel aos que me suportam a alma. Sou uma apaixonada pelos irmãos, uma dedicada aos pais, uma babada com a sobrinha e uma palhaça para com a cadela. Respeito-me, gosto que me elogiem e que me digam as verdades. Gosto que me abram os olhos e me ajudem a ser ainda melhor e gosto de deixar felizes e orgulhosos aqueles que lutam por mim. Tenho uma panca pelo Patrick Dempsey e adoro passar tardes a ver séries, especialmente a minha anatomia de grey, o incrivel de Lie to me e as palhaçadas de how I met your mother. Devoro chocolates e gosto de tomar café num sítio especial que é onde me sabe sempre bem. Nunca sei o que vou fazer no dia seguinte pois não faço grandes planos antecipados, mas sei sempre com quem vou estar. Gosto de bons textos, ler nas entrelinhas e de relaciona-los comigo e é incrivel como a Margarida Rebelo Pinto faz isso tão bem e tão subtil.
Não gosto de pessoas burras nem de pessoas que não se esforçam minimamente para serem alguém nem gosto de pessoas que se queixam demasiado daquilo que têm em vez de se valorizarem a elas próprias; não gosto de pessoas que admitem que a culpa nunca será delas nem daquelas que apreciam a superioridade quando, na realidade, são tão iguais a todos os humanos. Somos humanos, não somos mais nem menos que ninguém; possuímos todos os mesmos direitos e deveres, as mesmas capacidades para sermos excelentes em tudo o que realizamos e temos todos a sorte de ter um cérebro com neurónios em perfeitas condições. Somos uns sortudos por não sofrermos nenhuma mutação no meio de milhares que existem! Dou um importância peculiar às boas e sentidas palavras e gosto especialmente quando me são proferidas pessoalmente e, por muito belas que sejam, gosto que venham sempre com um gesto de igual categoria, que actos são o que realmente valem. Não gosto de me chatear com ninguém e quando vou perdendo pedaços, deixo-os ir com a minha mais profunda consciência tranquila de que, de minha parte, fiz o que deveria ser feito e disse sempre aquilo que me vinha na alma. Tenho o meu orgulho, embora reduzido comparativamente com outros tempos em que o deixava vencer-me em todas as batalhas. Sou uma sentimentalista no mais perfeito bom sentido da palavra, uma pitada de frieza sabe sempre bem para acalmar a maré. Tenho saudades de tudo, sou demasiadamente boa pessoa pois penso que deveria ter acrescentado mais qualquer coisa ao último diálogo, mas chego à conclusão que a vida é mesmo assim – faço sempre tudo aquilo que está ao meu alcance e tenho pena de quem prefere deixar levar o que perdeu com o vento em vez de se agarrar; sou a prova viva de que oportunidades nunca se perdem e sou apologista de que nunca é tarde mais para acabar aquilo que se deixou em águas de bacalhau.
Sou um coração que se deixou apaixonar com o tempo e que escolheu o melhor estilo de vida: ser feliz! Sou feliz com tudo aquilo que tenho e todos os dias me agradeço por viver assim. Luto muito por aquilo que quero e fico extremamente eufórica quando conquisto as minhas metas pois, no fundo, eu sou um coração adolescente que vive a vida de todas as maneiras possíveis e imaginárias, que gosta de andar a 100 Km/h e de vir acompanhada por alguém que lhe reduza a velocidade; sou um coração de manteiga que oferece um sorriso à vida.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

exerciciozinhos e a fatinha


Vou ficar os próximos dias a namorar a Matemática que este ano é mesmo a valer!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

New year: refresh your soul


Parece que a minha passagem de ano vai ser assim mesmo! ♥  
E entrarei com os dois pés! 
Feliz 2011.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

De mim para ti

Dou por mim a tentar transparecer o que aqui dentro se instala, como que se as palavras pudessem fluir facilmente e fossem fáceis de proferir. Dói-me a cabeça, pesa-me o corpo, cansa-me a alma, falta-me algo que se me obrigassem a descrever o quê eu ficaria completamente desnorteada.
É frustrante observar aqueles que recusam o pensamento apenas porque assim a vida lhes proporciona mais facilidades, e pensar pode até ser um desperdício de tempo, mas nunca um desperdício de vida. Eu penso todos os meus dias em tudo o que vejo, pois eu vejo com estes dois bons olhos que estes locais me incomodam, me transtornam e me deixam com uma vontade tremenda de voltar para o meu lar doce lar e jamais de lá partirei. Vivo ameaçando os meus queridos que esse dia está para breve, que a minha consciência se está a deixar influenciar por estes actuais comportamentos e me está a causar imensos distúrbios. Achem-me doida por pensar assim, pois eu sei que não há ninguém que pense da mesma maneira que eu. Aliás, ninguém pensa da mesma forma que ninguém nem ninguém pensa por ninguém. E enganem-se aqueles que julgam que pensar é fácil; pensar dá trabalho. Pensar é reflectir acerca do que nos rodeia, é saber criticar e atribuir juízos para melhorar aquilo que, de facto, nos causa bichinhos na barriga e visões absurdas.
Talvez seja eu a anormal por não me identificar com o meu meio, talvez seja o próprio meio quem se enche de anormalidade e talvez eu seja a salvação para a sua recuperação – quem me dera! Nem todos os dias me dão gosto pensar, pois existem aqueles minutos em que me abstraio de todos os pensamentos que me possam transtornar de tanta inutilidade e tristeza. Tristeza, é o que isto é. Tristeza a meus olhos que vêm a rotina de todas as manhãs, pois o meu coração encontra-se reservado para a felicidade que guardo comigo para aproveitar da melhor maneira possível. Enquanto o meu coração sorri e o meu cérebro pensa, os meus olhos estão prestes a deixar cair uma lágrima, mudem-me estas crianças, por favor! Ou mudem-me de mundo, eu não me importo, desde que nesse próximo rumo que eu tomarei as minhas visões estejam de acordo com os meus sentimentos e me deixem viver em plena tranquilidade.
Por aqui as palavras fluíram, o coração falou e o orgulho escondeu-se. E por aí, não há nada que me queiras contar?

sábado, 27 de novembro de 2010

Para mim...

...sabe bem ser feliz!
"I still put you first and we'll make this thing work.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Seventeen


New fresh age!

domingo, 24 de outubro de 2010

vamos sempre a tempo

“Gosto de arrumar a memória por capítulos, momentos-chave, etapas ou qualquer outra fórmula artificial que não me faça perder o sentido diacrónico da realidade que vivi e que me leve a acreditar que avancei, tantas vezes atrás do tempo, embora sempre a tempo, porque vamos sempre a tempo desde que saibamos aceitar e aprender. A vida espera sempre por nós, só a morte é que nunca espera.”

Vamos sempre a tempo de aproveitar o melhor tempo do mundo.
Nunca perderemos a oportunidade de recuar um passo, alterar o tal vocábulo que nos arruinou e substitui-lo por outro mais doce. Deixamos de ser doces e admirados a partir do momento em que nos perdem o respeito. Deixa-me tentar simplificar isto um bocadinho… Deixamos de ser admirados quando faltamos ao respeito a alguém. Esta tremenda vontade de querer a razão, de sermos, nós, os mais sinceros e menos problemáticos! Aceita-se, ironicamente, a complexidade de todos estes problemas que dariam a próxima novela da tvi, mas é de refutar a estupidez que tenta gloriar nestas mentes. Não seria muito mais fácil, nós, seres humanos sábios e espertos, procurarmos um tempo pequenino para pararmos, reflectirmos e admitirmos que, de facto, possuímos um bocadinho de culpa e que não vale a pena perder os restantes tempos a embaraçar? Enaltecer o respeito.
Vamos sempre a tempo de alcançar o melhor de nós; de procurar o tempo certo para dar inicio à nossa felicidade. E eu encontrei esse tempinho que me faz ver que vamos sempre a tempo de sermos felizes.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Eu sei lá

Alguém que me diga o que é a saudade. Alguém que me explique o que é sentir o vazio em algo que nos foi retirado das mãos que, de facto, eu não sei.
Eu sei lá há quantos dias não choro de rir por cantar sem parar, não sinto um abraço apertado, não tenho alguém a seguir-me os passos, lado a lado.
Eu sei lá o que vai na cabeça do Homem quando sente saudade e orgulho, paixão e ambição, tristeza e vontade.
Eu sei lá quem inventou este sentimento melancólico que nos faz recuar no tempo em vez de nos inclinarmos para a frente rumo ao futuro.
Eu sei lá o que nos passa pela cabeça quando desejamos negar que, de facto, não possuímos qualquer sentimento de culpa.
Eu sei lá o que se sente quando a saudade se mata com um olhar, eu sei lá o que é esconder a cara.
Eu sei lá sentir. Deixei de saber.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

hoje custa


Hoje custa sair de casa, pisar o chão e sentir a gélida brisa que corre. Custa querer e não conseguir, sonhar e não ter, falar e não perceber. Hoje custam as palavras, custa senti-las e proferi-las. Hoje custa escrever.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Percebe-me

Compreender é muito mais do que perceber através dos sentidos. É mais profundo, mais escondido e é, provavelmente, a descoberta do dark side da alma. Compreender é conhecer o outro lado sem ver, sem tocar, sem falar. É saber o que não é preciso ser dito e perceber que, na maior parte das situações da nossa vida, mais vale um olhar do que uma palavra, uma percepção dos sentidos sem usufruir deles, uma capacidade de transmitir segurança e tranquilidade como se duas almas vivessem num corpo só. Compreender, para além de incluir algo dentro de nós, é ter algo que saiba estar incluído sem requerer por simplesmente saber que aqui pertence.
Se me perguntarem se percebo o que me rodeia, a minha resposta será única e exclusivamente afirmativa; caso me perguntem se me compreendo, aí o caso já muda de figura. Nem sempre é fácil compreendermo-nos. Para além de ser um acto divino dos outros e digno de respeito, é árdua e, por vezes, ineficaz esta tentativa de nos compreendermos todos os dias. Eu sou apologista de que só fazemos o que queremos, que nenhum ser é obrigado a agir de determinada forma se assim não lhe apetece. E tenho dias que não me apetece compreender. Típica atitude portuguesa de uma preguiçosa que não lhe apetece pensar. Compreender-se sozinho é ser atormentado. Não há nada melhor do que ter a nossa mão apertada de alguém que nos sabe compreender exactamente no momento em que não nos apetece pensar para percebermos. Alguém. O único alguém que sofre para tentar entender.
Por isso, eu prefiro que me percebas todos os dias em vez de carregares aos ombros este fardo que tanto pesa a consciência, tanto cansa a alma e tanto sentimento precisa.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

há melhor?

"Querer e conseguir não são o mesmo; só consegues quando queres, o contrário não é possível. Escrevo para me ler e para me ouvir, porque também preciso das minhas palavras. Preciso que elas me alimentem sem que ao mesmo tempo me matem. Palavras de alento e de esperança, agora com os pés na terra, em vez de voar como um pássaro atrás de quimeras."

Não há nada melhor do que sentirmo-nos realizados, apercebermo-nos que chegamos, de facto, onde mais pretendíamos, por muito que o caminho que percorremos até atingir a meta fosse doloroso, por muitas quedas que tenhamos dado, por muitos desconhecidos que se atravessaram no nosso percurso tentando obter algo senão aquilo que julgaríamos que desejavam, mas sentirmo-nos gloriosos por superar esses seres minúsculos e curiosos que sentem um sabor especial em atravessar o caminho dos outros.
Mas não há melhor sensação do que chegar a casa, sentarmos no sofá com os pés em cima da mesa da frente, comer uma valente tigela de chocapic, passar a tarde a ver Anatomia de Grey e a nossa mente estar connosco, o nosso espírito estar dentro de nós, o nosso consciente estar limpo de todas as impurezas que se entranharam durante a caminhada e estar absolutamente tranquilo da sua vida. Pois é, não há nada melhor do que chegar à conclusão que somos sortudos por ainda podermos escolher que caminhos seguir quando chegamos a um cruzamento.
O Mundo está nas nossas mãos, nós manuseámo-lo da maneira que mais nos convém e, com bastante delicadeza, podemos escolher os indivíduos que queremos que fiquem para sempre agarrados à nossa vida. Há melhor do que isto?
Somos frágeis, mas não somos burros. Gostamos de parecer burros por vezes, quando a preguiça fala mais alto que a responsabilidade e os objectivos de vida ficam muito aquém do que se esperava obter. Por isso só quem quer saltitar de estrada em estrada com duas orelhas na cabeça é que anda dessa forma.
Aqui por entre nossos segredos, gosto de deliciar-me pelo mundo da escrita, sempre à descoberta de novas palavras que possam caracterizar tudo aquilo que sinto enquanto vivo, porque eu gosto muito de viver e sei que vivo a minha vida com o melhor que há. E não há nada melhor do que passar uma tarde a ver Anatomia de Grey e comer chocapic sentada no sofá com os pés na mesa da frente!

sábado, 10 de julho de 2010

Saber falar, pensar, escolher

"Ask most people what they want out of life and the answer is simple - to be happy. Maybe it's this expectation though of wanting to be happy that just keeps us from ever getting there. Maybe the more we try to will ourselves to state's of bliss, the more confused we get - to the point where we don't recognize ourselves. Instead we just keep smiling - trying to be the happy people we wish we were. Until it eventually hits us, it's been there all along. Not in our dreams or our hopes but in the known, the comfortable, the familiar."


Esta vida aqui na Terra não é fácil, principalmente porque não se sabe viver. Vivemos em busca de eternas felicidades, sonhos realizados e facilidades, mesmo que para tal tenhamos que mergulhar na ilusão e na irrealidade. Pensamos pouco e, por isso, usamos as palavras mais fáceis e comuns para expressar tudo aquilo que nos vai na alma, nem que tenhamos que inventar assim só um bocadinho para parecer belo e profundo, terno e imortal, delicado e sentido. E soltamos um sorriso, enquanto pensamos que somos, de facto, muito bons em conquistar o coração dos outros! Regemo-nos pela lei do menor esforço, gastamos o nosso vocabulário e temos medo de enfrentar mudanças. Choramos demasiado aquilo que não temos em vez de apreciar o pouco que nos resta e desfrutamos pouco daquilo que temos porque pensamos que falta sempre qualquer coisa… vivemos em busca da perfeição e somos os seres mais imperfeitos de toda a história da Vida. Queremos ser felizes, para sempre. Acreditamos na eterna felicidade porque aquele ou aquela nos conquistaram o coração com doces palavras e carinhosos actos, mesmo que tenham sido os mais banais. Já que queremos tanto atingir a perfeição, podíamos todos parar uns segundos antes de falar e pensar antes de agir. O problema nem sempre está naquilo que se diz, está nas palavras que se utiliza e na forma como se expressa. A má interpretação afecta-nos a todos e é sempre mais fácil escolher o caminho mais próximo para descodificar o que está por detrás de olhares, palavras e sentimentos e eliminamos imediatamente todas as outras opções. A felicidade está ao alcance de cada um que saiba aproveitar o que tem em mão, que saiba parar e pensar na sua vida, que saiba aceitar as mudanças e os obstáculos que tem que enfrentar, que saiba acima de tudo escolher o dia certo, a hora certa e o coração perfeito.

terça-feira, 22 de junho de 2010

tudo passa


"Do que eu tenho mais saudades é de acordar e não pensar em nada, como se o que tivesse passado na noite anterior não tivesse a menor importância e absolutamente nenhum peso na minha existência. Não sei quantas vezes fiz isso, mas lembro-me da sensação de liberdade misturada com uma leve consciência da realidade que não me provocava remorsos nem ensombrava a minha alegria de viver.
Com vinte e cinco anos é tudo muito mais fácil, mais leve, mais simples, intenso, efémero, belo e inconsequente. Viajamos com mochilas e pouco dinheiro no bolso, dormimos em pensões, um cachorro com uma coca-cola são um almoço razoável. Não há passado nem futuro, apenas o dia de hoje, o que nos apetece fazer. E se nos apetece fazer tudo, fazemos mesmo, porque queremos e podemos, temos toda a energia do mundo e a vontade de um exército.
As paixões são rápidas, absolutas e devastadoras; as desilusões, profundas e dolorosas. Mas tudo passa com uma noite de copos, um corpo novo, um ataque de choro, uma discussão violenta, um sopro de tristeza, um suspiro mais fundo. O amor vem nos livros, pensamos que mora nas cartas dos poetas e sentimos que vive no coração das nossas mães, mas não fazemos a mínima ideia do que é. Quando os batimentos cardíacos aceleram e a garganta se resseca, nunca pensamos no que pode vir a ser e como nos podemos magoar. Fugimos para a frente, como fazem os predadores, os kamikase e todos os heróis. Somos o super-homem, o Lucky Luke, o Luke Skywalker e a Princesa Leia. Temos ideais e sonhos só nossos. Imaginamos que o mundo está cheio de pessoas extraordinárias e que cada viagem pode ser o inicio de uma nova vida. Vestimos capas e empunhamos espadas, discutimos antes de pensar e só perdoamos depois de castigar, ou então, estamo-nos nas tintas.
A vida é tudo ou nada, os dias são monótonos e as noites emocionantes, a universidade é um mal menor e ainda temos medo de desiludir os nossos pais. O melhor amigo consegue convencer-nos que o nosso namorado é um chato e que é preciso acabar tudo com ele, antes que a coisa fique série, até porque o mundo está cheio de gajos giros e bons que só querem curtir.
Mesmo assim, sentimos que estamos a crescer. Não queremos, nunca queremos crescer, é muito mais fácil viver na fronteira entre a inconsciência e o bom senso, brincar com tudo, fazer do coração uma bola de ténis e deixar bater, cair, rebolar, perder-se, voltar ao campo e jogar, jogar, sem parar, porque pensamos que a vida acaba aos trinta.
Aos vinte e cinco anos a vida é cheia de possibilidades e, por isso, deixamos para trás as pessoas mais importantes, porque há sempre mais pessoas, mais viagens, mais aventuras, mais emoção. É o tudo ou nada, até ao dia em que acordamos com a cara mais inchada do que é habitual, as ressacas já não se curam com o sono, e olhamos para trás numa tentativa bem intencionada e inútil de perceber o que andámos a fazer.
O tempo passou mais depressa do que pensávamos, num instante temos trinta, depois trinta e cinco, e depois quarenta anos, e já não vivemos cada dia como se fosse o último. Contudo, de vez em quando, como se a memória das células fosse mais forte, ainda sentimos cá dentro a mesma pulsão, a mesma vertigem, a mesma vontade de viver na fronteira da inconsciência, de acordar e não pensar em nada porque o que se passou na noite anterior não teve qualquer importância e nem nos pesa na existência, como se tivéssemos outra vez vinte e cinco anos, a pele lisa e luminosa e o mundo a nossos pés, heróis de banda desenhada que nunca se cansam, não envelhecem nem morrem."
Margarida Rebelo Pinto

Cá eu não tenho assim muita vontade de crescer, prefiro manter-me na corda bamba sem me preocupar com o que a vida me traz ou com o que a vida leva de mim. Assim deitada na toalha a apanhar sol, ou então passar uma tarde na esplanada a beber um refrescante; passar uma noite na praia a beber sem pensar no que tenho que fazer no dia a seguir. Prefiro deixar-me levar com a vida em vez de carregar a vida atrás das costas, pois para pesos já bastam os que nos consomem a alma assim quando pecamos ou nos afundamos em preocupações e desilusões. Pois é tão mais fácil quando não temos que pensar no que fazer daqui a 10 anos, que faculdade seguir e que caminho escolher. É tão mais fácil perdermo-nos por uma noite de loucuras, corpos suados, líquidos refrescantes e beijos quentes que nos transmitem uma sensação de liberdade incrível, apesar de essa má vida nos matar um bocadinho (mas oh, isso lá importa agora!).
Por isso hoje fica por aqui, acende um cigarro e deita-te a apanhar sol que eu trago-te uma bebida. Deixa-te levar pelo caminho que a vida te quer levar; a vida é tudo ou nada.

sábado, 29 de maio de 2010

ensina-me


Ensina-me, ensina-me outra vez a gostar de ti. Faz tudo de novo para que eu saiba também como é deixar-te ir com o vento mais uma vez.
Fazes-me desistir, baixar as armas, cruzar os braços e virar as costas. E eu não sou assim...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

o avesso um do outro

"Somos o avesso um do outro. Quando duvidas, paras, e eu sigo em frente. Quando tens medo, eu tenho vontade; quando sonhas, eu pego nos teus sonhos e torno-os realidade, quando te entristeces, fechas-te numa concha e eu choro para o mundo; quando não sabes o que queres, esperas e eu escolho; quando alguém te empurra, tu foges e eu deixo-me ir.
Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Tu proteges-me, acalmas-me, ouves-me e ajudas-me a parar. Eu puxo por ti, sacudo-te e ajudo-te a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz."


We have got through so much worse than this before
What's so different this time that you can't ignore?
You say it is much more than just my last mistake
And we should spend some time apart for both our sakes

segunda-feira, 3 de maio de 2010

um bom dia

Acordei com aquela sensação de “hoje não deves pôr os pés da rua!” e o meu instinto raramente me falha. Os raios de sol iluminaram bem cedo este meu quarto trémulo que me fizeram despertar juntamente com o som de uma cidade movimentada característica em horas de trabalho. A cabeça pesava-me o corpo, os meus olhos custavam a abrir de tão poucas horas de sono e a moleza falava mais alto que a própria responsabilidade.
O vento gelava-me a cara, sentia-me fria, vazia. Não teria sequer qualquer vontade de dirigir a palavra a alguém, seguia o meu caminho na minha música e na minha paz. Talvez o meu instinto estivesse verdadeiramente certo e talvez não devesse sequer preocupar-me em referir a palavra celebradora da tua pessoa neste dia porque hoje… hoje pesa-me a cabeça e dói-me por dentro e hoje terei que me contrariar limitando-me a seguir o estipulado e contentando-me com este Mundo definido! Sabes, talvez devesse ser conformista como tu. Conformar-me-ia com tudo o que se construísse à minha frente e a minha vida era uma beleza e éramos todos felizes e supostamente realizados. Não o sou e hoje, que me preocupei com o teu grandioso dia, limitei-me a entregar-te o mais normal que poderias receber de mim na única vez em que te avistei durante o dia todo. Prefiro deixar de me preocupar: é da maneira que não me ardem os olhos, não me pesa a cabeça e não me dói por dentro. É da maneira que nos tornamos conformistas e somos felizes e realizados.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

construção planeada

"Não importa o quanto uma coisa nos magoa. Às vezes, deixá-la dói ainda mais."

Momentos filosóficos da minha vida que me obrigam a pensar sobre o que realmente construiu o meu passado. Fases inexactas dotadas de alguma dúvida e desilusão que se transformou em crescimento. Pensamentos recriados através de erros que me preenchiam por completo. Dores profundas que afligiam a minha alma e arrependimentos sistemáticos que me perseguiam. Mágoas, desgostos, infelicidades… e é por detrás destes olhares enevoados que desenho com muito cuidado cada letra das minhas palavras para que não fira susceptibilidades. Negros tempos que se tornaram em grandes momentos, momentos de auto-conhecimento e evolução. Pois não importa o tamanho da dor que isso me causou, não importam os inúmeros dias que me afugentei se todo esse percurso foi forma de aprender comigo mesma. Aliás, doía mais sempre que te largava…

segunda-feira, 12 de abril de 2010

love's time

Conhecimento adquirido pela razão. Razão de ser, existência do saber que me faz pensar.
Pensamento irreal. Realidade momentânea que me faz querer.
Desejo profundo. Leve sentimento que me faz chorar.
Lágrimas perdidas. Encontro imediato que me faz amar.
“Amor… amor é amor, não interessa se não devem ficar juntos.”

We don’t recognize the biggest day of our lives. Today we realize that there is no enough time because we want to live forever. We just know that… love is love and love comes back in the biggest day of our lives.

domingo, 14 de março de 2010

fria

Sinto-me cansada, sinto-me exausta, sinto-me fria… ou melhor, não me sinto. Não sinto o que digo nem faço o que sinto, não sinto as pernas, as mãos… não sinto a escrita. Esta vida cansa-me.