Mostrar mensagens com a etiqueta fora de contos e ditos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fora de contos e ditos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

sujos hábitos


Tenho que fazer de conta que não existes. É o meu dever.
Tu sabes que eu sei o que se passa a minha volta, tu sabes que eu sei o que me vais contar do teu dia, tu conheces-me bem. E eu conheço-te bem, assim que sei que tu sabes o que guardo de ti. Eu não preciso da tua generosidade para comigo e tu não precisas de mim contigo.
Peço-te. Larga as tuas boas palavras. Palavras leva-as o vento e eu habituei-me demasiado a agarrar tudo o que ele me trazia, de ti para mim. Trazia-me o teu lado bom e eu ia matando as saudades que guardo de ti. E eu habituei-me a isso. A questão é esta: eu sempre me habituei ao que me entregavas e tu nunca te habituaste ao que eu te dava. Perdendo-se os hábitos, sente-se a falta. Tu, na realidade, nada perdeste. Não tens um único hábito, o que faz de ti uma pessoa extremamente feliz. E eu observo-te todos os dias como um protótipo da sociedade; contigo nada se torna turvo, nada se esquece e tudo é perceptível. Atormentas-me sabendo que não és digno do que te considero mas, meu doce, eu também já me habituei a largar-te, não custará tanto agarrar-me a esse velho hábito em vez de me agarrar aos ventos que te trazem até mim.
Hoje tenho e vou fazer o que devo fazer. Se fizer o que sinto, corro o risco de me habituar outra vez a ti.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Orgulho, crença na perfeição


O defeito é sempre dos outros. Nós? Ter culpa de alguma coisa? Nunca na vida! Somos perfeitos. Somos absolutamente ridículos nesta crença na perfeição.
Somos preguiçosos, típico português. Cansa pensar e tentar perceber onde nós falhámos, o que nos obriga imediatamente a traçar de novo todo o caminho que percorremos para chegar onde queríamos; enquanto que o outro é sempre mais fácil ser o culpado, o terrível, o defeituoso. O que nos rodeia está sempre sujeito às mudanças que implementamos e já que somos perfeitos, os outros que se adaptem as nossas mudanças porque, na verdade, não cometemos qualquer tipo de falha. Concentramo-nos nos nossos interesses, ambições e desejos profundos e nem reparamos no terreno que pisamos, as fissuras que atravessamos e os seres indefesos e justos que calcamos para chegar exactamente onde pretendemos chegar. E se pelo caminho errarmos, pensamos sempre o contrário: a nossa opinião corresponde à verdade, a dos outros é que não. Custa sempre um bocadinho encostar mágoas e rancores e admitir nem que seja uma pitada de culpa, esse juízo falso que nos atormenta todos os dias das nossas vidas. Custa sempre bater com a cabeça na parede e observar que afinal a culpa foi nossa pois isso irá pesar-nos a consciência, causar insónias e provocar tristezas.
Esta altivez que consumimos diariamente, quando exagerada, destrói-nos como seres humanos, torna-nos soberbos.
Quando se erra algo todos se lembram, difícil é lembrar todas as vezes em que acertamos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

palavras em actos

“As lágrimas de nada servem, porque é impossível lavar uma alma ferida para sempre, como a daqueles que te amam. E as minhas palavras, que há tanto tempo procuram encontrar no mundo um sentido e uma razão para a existência, rebentam-me nas mãos como bola de sabão e fico aqui sentada, olhando o mar que tanto me inspira, com uma vontade infantil e absurda de o castigar e destruir, descobrindo o ralo do mundo e por ele escoar toda a água que te levou. Ser escritor é só isto: tocar em quem não conhece com uma varinha de condão, mesmo sem ser fada milagreira. Sou mais parecida com a Oriana, a quem cortaram as asas para que soubesse o quanto custa pisar as pedras do mundo. Espero e desejo que as palavras que aqui te deixo, com o olhar enevoado por tudo o que te escrevo, sejam uma das muitas formas de te dizer que aqueles que te amam nunca te esquecem. O mundo será sempre dos mais fortes, dos que lutam, dos que salvam os outros e que, com a sua grandeza, ajudam a construir um mundo melhor.

Se os actos fossem tão justos quanto às palavras que os correspondem, realmente este mundo seria bem melhor. As palavras servem para afugentar mágoas, enterrar passados, esquecer dúvidas e libertar almas. Serve para nos apimentar nesta aventura da escrita que é, de facto, uma forma de conhecermos um novo mundo, uma nova forma de pensar, uma maneira de conhecer a nossa mente e libertar o nosso espírito. As palavras ditas, por vezes, de nada servem. São cruéis, frias e injustas. Mas sabe bem usar as palavras, seja o modo em como as usamos. Vamos escondendo um bocadinho de nós, um bocadinho do que sentimos para não sentirmos falta, porque os actos, esses, são bem mais difíceis de realizar. O que custa mandar uma palavra da boca para fora? Nada, absolutamente nada. Manipulamos como quisermos as nossas letras e as nossas transcrições de pensamentos porque esses, os pensamentos, não os podem alterar.
Um dia gostava de ser a dona das palavras do Mundo. Metamorfoseava os pensamentos em palavras, as palavras em sentimentos e os sentimentos em actos. Talvez assim me tornasse numa das mais fortes que lutam, que salvam os outros e ajudasse a construir um mundo melhor.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

pensa comigo

Eu podia deixar que me mudasses. Podia se o quisesse, pois, segundo os meus ideais só deixamos que algo aconteça se quisermos isso mesmo. E eu chego à conclusão que não podes fazer o que sempre pretendeste porque eu não o quero. Simples, não é? Palavras tão simples que um burro indecente e inconsciente como tu não é capaz de as metamorfosear em realidades.
Pensa comigo, faz um esforço. Eu poderia muito bem agarrar-te na minha mão, prender-te aqui, controlar os teus impulsos e alterar os teus sentidos; deixar-te cego de amores por mim e desejar-te todos os dias. Mas não o queres, logo, eu não o poderei fazer, respeitando-te. nem eu o quero pois nunca senti necessidade para tal. Assim como nunca na vida me conseguirás ter na mão, pelo simples facto de o meu desejo e objectivo não ser esse. Se bem me conheces – e eu acho que o tempo que vivenciamos te serviu para isso – já deverias saber, é a tua obrigação, que eu não sou entulho, muito menos tenho por habito andar a saltitar de mão em mão, de pedaço em pedaço, de alma em alma. A tua alma nunca me pertenceu verdadeiramente, daí a minha falta de vontade de te agarrar e de conquistar.
Não sei se me percebes mas, meu caro, eu gosto demasiado da minha vida para me importar com problemas destes. Gosto demasiado da minha paz para deixar que as mãos de outrem me desmoronem. Eu podia deixar que me mudasses, e tu podias deixar que eu te mudasse. Mas a vida não funciona assim e nós, como seres humanos, seguimos os rituais estipulados já pelos antigos e sábios que defendiam sempre que cada um faz o que quer e o que está ao seu alcance. E nós nunca estivemos ao alcance um do outro, assim como cada um define as suas mudanças – se necessário. 
Pensa comigo, larga as tuas complicações e encara todo este percurso como uma passagem de alguma importância para a tua formação, como que um conhecedor dos teus erros, dos teus impulsos e dos teus sentimentos. Quando agarrares alguém, como eu agarrei, quando pertenceres a alguém, como eu pertenci, verás que o que pintas nem sempre é o que se realiza.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

factos

(Desabafo pessoal)

Este mundo intriga-me. Este mundo e o outro. Não é que dê importância, mas em certas alturas particulares páro, reflicto e chego à conclusão que vivemos numa sociedade de merda.
Se há coisa que não entra nesta miniatura deste cérebro é a falta de respeito. Esta gente que se sente superior pelas suas grandiosas palavras que resume-se a tudo dito da boca para fora, pois basta virar costas e a má linga vem logo ao barulho. Mas será que todos os dias se vai continuar a comentar a vida dos outros ou será que vai chegar o dia em que cada um meta o nariz na sua própria história? Não é que me incomode muito o facto de se comentar isto ou aquilo, não me aquece nem me arrefece pois tudo o que vem de muito baixo não me afecta minimamente e é sinal que ocupo um grandioso espaço na vida de outrem. O que me intriga, o que me deixa realmente de queixo caído no chão são as faltas de respeito que se sucedem às confianças quebradas. Sinceramente, este mundo anda mesmo ao contrário. E disto, eu tenho é pena, por ver pessoas que juraram aquilo que não o são.E atenção, isto é apenas uma opinião, coisa que deve ser respeitada assim como todas que possam existir neste mundo!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

pequenos devaneios

No outro dia perguntaram-me como é que eu consigo agir tão naturalmente quando algo se atravessa à minha frente. E mais, como é que eu nunca consigo guardar ódio por alguém que me feriu. É simples. Guardo sempre muito respeito por quem deixou marcas na minha vida. E por muito que aconteça, não consigo largar essa consideração e esse apreço que sinto pelas mesmas. Está em mim e eu, em tudo o que faço na minha vida, não deixo de transparecer a minha personalidade e o meu carisma. Não consigo deixar de ser eu mesma em tudo o que faço. Sinto-me mal quando sei que a pessoa que melhor me conhece – ou é uma das – passa por mim e nem um olhar, nem um sorriso, nem uma palavra surja. Somos novos, temos mais com que nos preocupar do que com zangas absurdas de uma adolescência complexa, porque todos nós temos a mania de a tornar como tal.
Aliás, se todas as pessoas guardassem respeito por cada pessoa que já tiveram conhecido, o Mundo seria bem melhor. Ou estarei errada?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

homens!

«Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz, outras, regressa feito numa bola da de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar do nosso lado.»

Os homens são todos iguais. É o que eu digo, homens! Ora nos fazem perder a cabeça, ora nos fazem perder o coração. Enquanto que a cabeça consegue voltar ao normal, o coração regressa aos bocadinhos, reconstitui-se com o tempo que vai sarando as feridas que o marcou. Orgulho-me de não ter deixado o meu coração partir contigo, com a tua vida miserável de quem vive completamente desorientado. Não é que eu goste de desejar mal às pessoas, nem te desejo mal nenhum, desejo sim que, um dia, o teu coração te abandone e que fique nas mãos de quem não saiba tratá-lo, só para saberes e sentires um bocadinho quando nos deixam apenas com uma pequena parte de um todo. E isso dói meu amor, aviso-te.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

dissabores


"Amado, meu amado,
o que regressou de ti
é a tua sombra
dividida ao meio
é um antes de ti
as falas amargas
como os frutos"

És amargo. Perdeste a doçura que me fez deliciar por ti. És sem coração.
É verdade que muitos não merecem metade do que recebem e tu não mereces nem metade do respeito que recebes pelas pessoas que te rodeiam. És amargo.
És capaz de agir sem pensar nas consequências dos teus actos, pois gostas demasiado de seguir à regra o lema de vida que te acompanha. És sem coração.
Não vou dizer que misturas os sentimentos todos que sentes à flor da pele porque não conheces, nem de longe nem de perto, a definição do verbo “sentir”, ou então manipulas demasiado as tuas palavras quando os pronuncias. És amargo.
Há coisas que nos vêm parar às mãos e desaparecem com a mesma facilidade que apareceram, outras que permanecem connosco e outras que apenas aparecem quando lhes convém. Cá eu não gosto lá muito das que pensam que podem ficar apenas quando lhes apetece e o meu mal foi, sem dúvida, aceitar sempre a presença de quem queria ficar. E digo-te já, meu caro, que nem te passe por essa cabeça de minhoca lembrares-te de vires parar à minha mão outra vez porque gosto muito de bater palmas, logo, não te aconselho a ficares neste local. Fica lá nas mãos de quem quiseres, tenho pena que ninguém te manuseie da mesma forma como tu manuseias as pessoas.
Há pessoas que valem a pena. Há pessoas com coração. Há pessoas que não perdem a doçura que as reveste dia sim dia sim. Há pessoas que não se contentam com intermédios e sabem esperar, sabem lidar com os seus sentimentos porque sabem sentir, sabem prevalecer o que se constrói porque demonstram esforço para tal. Não basta querer e não basta sentir, mas quem sabe sentir e quem sabe definitivamente o que quer sabe manter uma boa construção por muito e muito tempo.

Julgo que tudo isto se funde nos gostos: há coisas gostosas que são amargas e coisas amargas que parecem gostosas e como eu não funciono muito bem com a amargura das pessoas, deixei de funcionar contigo. Jamais funcionarei, és amargo, sem coração. Mereces alguém ao teu lado que também o seja, ou talvez nem isso.

domingo, 8 de novembro de 2009

"puxar a brasa à sua sardinha"



''Antes de partirmos para grandes revoluções devemos tratar da nossa.'' 

Não somos ninguém para tratar da vida dos outros. Primeiro a nossa, e se a nossa não é cuidada, não podemos cuidar da de ninguém. E se há assim tanta vontade de se meter na vida alheia, que o façam pelo lado positivo que pelo lado negativo já cansa. Aliás, já mete dó. Uma coisa é certa, se há coisa que nunca irei perder neste Mundo - independentemente do meu presente estado de saúde, ou dos pedregulhos que se atravessam à minha frente, ou até mesmo do nariz coscuvilheiro de quem gosta muito de puxar a brasa à sua sardinha  - é o sorriso que me acompanha todos os dias. 

one day left. sixteen :}

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

caso a caso


“Nunca sabemos para onde vamos. Nunca sabemos até onde podemos chegar, nunca conhecemos os nossos passos, mesmo quando pensamos que escolhemos os melhores caminhos. (…) Talvez tenha aprendido contigo a esperar sem esperar, a ser feliz com a vida que me traz.Talvez tenha aprendido contigo muito mais do que imaginas.

Certo é que muito ficou por dizer. Certo é que, no meio de tantas loucuras – destinadas ou não – e de tantas palavras soltas proferidas sem qualquer nexo, ainda há muito por explicar. Não exijo explicações; aliás, é-me completamente indiferente tudo o que se tenha sucedido nas minhas costas, pois não sou pessoa de dar importância ao que me vem de muito baixo. E pessoas com muito pouco carácter e fraca personalidade não fazem realmente parte do meu estilo. Esse traje tão descomunal que carregas mete-me pena, muita pena por não seres a pessoa que eu, um dia, idealizei que fosses.
Mantenho-me firme, de consciência tranquila e pacífica. Não devo justificações a ninguém pelos locais que frequento ou pelos actos que realizo nem peço que me justifiquem a mim as suas acções – justifiquem se quiserem, ou melhor, se tiverem coragem para o fazer. Caso não se queiram justificar, que não me culpem pelo orgulho ou pela minha personalidade – não fui eu a errar nem sou eu quem deve justificações!
Cada um segue o caminho que pretende. Se seguiste o que – planeado ou não – desejavas, não desvies o teu percurso nem me faças desembrulhar os papéis que deixei na caixinha por baixo da minha cama. Chegamos onde queremos chegar, não possuímos quaisquer limitações que nos impeçam de atingir os nossos objectivos. Temos todos a capacidade de pensar e agir no momento que é suposto agirmos - e não és excepção.

sábado, 3 de outubro de 2009

as oportunidades nunca se perdem



É verdade. As oportunidades nunca se perdem, elas estão lá, à espera que nós as alcancemos. Quem as perde somos nós.
O típico português tem muito a mania de dizer que perdeu certas oportunidades e não se dá ao trabalho de pensar que talvez tenha errado por não ter conseguido atingir os seus objectivos. Mas culpa sempre a pessoa do lado, pois acha que o seu desempenho foi brilhante e digno de merecer oportunidades. Há muita superioridade aqui no meio também, curioso… o português é tão característico!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

verdade seja dita


"O amor é como a relva (...) cresce, cresce, cresce até que chega uma vaca e fode tudo!"
Só dá mesmo vontade de rir!

domingo, 19 de julho de 2009

probabilidades sem dignidade



Só demonstraste falta de carácter, falta de personalidade, falta de civismo. Demonstraste não merecer o respeito que eu, um dia, te ofereci de mão beijada, sem esperar que me retribuísses. Talvez tivesse que esperar que me oferecesses, ou talvez não deveria ter-te oferecido tão facilmente esse respeito ou talvez… um jogo de não sei quê das probabilidades.
Estudei muito bem cada bolinha azul que poderia sair da caixa das probabilidades por isso qualquer uma jamais me deixaria surpreendida. Talvez magoada, talvez sofrida, talvez frustrada.
Não és santo, não rezas todas as noites nem és pessoa de nunca fazer mal a outro alguém, nem te julgo por isso pois tudo o que é Homem erra, tudo o que é Homem magoa. E, no meio de tantas probabilidades – para meu mal, ora não seria isso de esperar – calhou-me logo aquela bolinha azul do teu destino. Lamento conjugar-te assim, conjugar as minhas e as tuas coisas separadamente como se nunca fossem nossas. E se a vida te levou por esse destino, eu só rezo que mais tarde batas com a cabeça na parede e percebas que nem sempre é correcto seguir o que é suposto seguirmos, mas sim o que sentimos. Perdeste a coragem que tinhas, perdeste tudo por não assumires os teus actos, perdeste o meu valor por ti e pelo teu boneco. Tudo o que é Homem perdoa, pois tudo o que é Homem tem sentimentos. E se eu algum dia te perdoar, valoriza a minha atitude, valoriza o facto de eu, ao contrário de ti e do teu actual boneco de peluche, ter a dignidade (aprende esta palavra, não a deves conhecer) de olhar para todo o sentimento que me envolveu, de olhar para o meu coração, para o teu coração e dizer “sim, eu perdoo. Mas só porque me quero sentir bem comigo própria”.
Não mereces o que te ofereci, mas não penses que não mereces pelo que fizeste. Não mereces pelo que não fizeste depois desses teus actos, o que é ligeiramente (ou até, completamente) diferente, como queiras. Não me vendas os olhos só para eu não retirar aquela bolinha azul que tu tanto desejavas, já as conheço e, por isso, qualquer uma delas me deixava “na maior”. Porque o que conta não é o que a bolinha azul diz para tu fazeres, conta o que tu decides fazer depois de seguires as pegadas dessa bolinha.
Espero que um dia esse boneco de peluche se encha de pó e que possa sofrer o que eu sofri por ti. A partir de agora, tu e o teu boneco de peluche podem viver felizes para sempre e sabes que mais, meu amor? Serei tão ao mais feliz que tu, só pelo facto de saber lidar com os meus sentimentos, de não os esconder e fingir que são outros. Tu de príncipe já nada tens – tornaste-te num boneco de peluche igual ao que possuis agora, que para mim significa apenas lixo - eu continuo uma mulher com coroa, continuo princesa e não preciso de príncipes como tu para saber sorrir.

Não retires a próxima bola azul tarde demais.

sábado, 27 de junho de 2009

desafios&desejos

Desiludo-me com as minhas recordações e, consequentemente, não gosto de relembrá-las.
Deixei-me de contos e ditos, sou muito mais que isso. Tornei-me lutadora e capaz de ultrapassar fortes desafios. No entanto, propuseste-me um complicado, mesmo conhecendo as minhas limitações. Os teus jogos já eu aprendi a jogar e descobri todos os truques para chegar à meta sem necessitar de pontuar em todos os obstáculos. Lido contigo com mais facilidade.
Apercebo-me agora das tuas prioridades e, se eu não faço parte delas, não possuo qualquer motivo para te prender a mim. Por isso deixo-te voar, permito que percorras todos os caminhos que desejas e que descubras todos os locais com que sonhas. Não me desafies para ser a tua sombra, não serei capaz.
Já te joguei demasiadas vezes e, como qualquer outro jogo, os níveis esgotaram-se e eu continuo constantemente a repetir os mesmos níveis, sei-os de cor. Não vamos continuar mais com este jogo aliciante, peço-te. Voa o que tens de voar e não voltes só quanto te apetecer desafiar-me para passar níveis que eu tivera ultrapassado antes. Se voltares, fica e não vás novamente.
Não desejo que te tornes numa simples recordação, não quero deixar de gostar de te recordar.

domingo, 7 de junho de 2009

ponto final


E aqui está um ponto final neste capítulo, não retomarei a história novamente.
(se assim se quer, assim se tem, e só se tem o que se quer)


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

(entre) intermédios



Já que és artista e especialista em jogos de palavras (juntamente com as suas complicações e indefinições), responde-me se deverei dizer o tempo que te desejei ou o que te continuarei a desejar -uma vez que são iguais. É como a questão de um copo meio cheio ou meio vazio que me ajudaste a desvendar, eu sei que o intermédio te alicia, demasiado até...

Próxima etapa: o teu relatório de incertezas.