quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

new fashion year!

12 desejos para 2010:
  • Acabar o 11º ano com "gandas notas" (como diz uma certa pessoa)
  • Ir ao Rock in Rio (aliás, NÓS VAMOS!)
  • Voltar à Suíça e, claro, visitar Alemanha
  • Passar mais uma semana no nosso Campismo (ou quiçá duas)
  • Continuar a aturar as melhores pessoas do mundo
  • Natasha's party, claro
  • Passar uma noite inteira a ver todos os Saw (1-6) sem adormecer (sim, porque eu já tenho o 6 ~~)
  • Integrar um grupo/academia de dança
  • Ser tia! (já ando a esperar há dois anos)
  • Que as injustiças, cobardias e faltas de respeito acabem e que se mantenha a Estabilidade
  • Conseguir ler os Maias (ganda piada)
  • E por último, e não menos importante, que o meu tio saia rápido do hospital que já cá faz falta.

domingo, 27 de dezembro de 2009

apostar no triunfo


Cheguei à conclusão que a vida construída à minha maneira corre-me às mil maravilhas, que não preciso de ninguém para decidir para que lado devo virar ou se devo voltar atrás – embora por vezes seja bom que surja outra opinião se não aquela que formulo e quando preciso dela, não falha – pois ultimamente tenho acertado em todos os alvos que se atravessam à minha frente, vou pontuando em cada escolha tomada e objectivo definido. Se, afinal de contas, me focar no que ficou para trás nunca verei o que está à minha frente, então prefiro abandonar todo o mal que me fizeram sentir e encarar o bem que nestes últimos tempos me tentam oferecer de mão beijada. Como aquele respeito e boa consideração que, um dia, eu ofereci a alguém, a diferença é que neste novo jogo ganha quem dá uma vez que quem recebe sabe bem tratar o que tem em mão.
Hoje aprendi a jogar poker, não faz muito o meu género, mas lá se fez uma tentativa e para principiante não correu assim tão mal. Digamos que é um jogo que até se adequa ao meu dia-a-dia: só apostas quando tens a certeza que vais ganhar esta mão, que ou tens um par de Ases ou um trio de Reis ou um par de qualquer coisa superior ao de alguém, portanto, apostas em algo que sabes que a seguir irá parar à tua mão e aumentas a parada com o objectivo de alcançar mais e melhor, sabendo que, obrigatoriamente, terás de cuidar muito bem o que ganhas. E se cuidas do que ganhas, sais glorioso do jogo. Mas cuidado, às vezes é preciso prestar atenção ao que o nosso adversário aposta, o bluff é muito característico neste jogo e arrisca-se a perder tudo o que se tem.
Mas a vida à minha maneira corre-me às mil maravilhas, isto de saber apostar no que me vem parar às mãos faz-me quebrar regras, ultrapassar limites e destruir leis; às vezes sabe tão bem esquecer barreiras e fugir ao óbvio. Sabe tão bem construir a vida à minha maneira e receber as apostas de quem realmente merece o meu respeito – e isto sim, é saber jogar Poker!

Mudanças, glória & felicidade.

domingo, 20 de dezembro de 2009

entre palavras e segredos


 "Às vezes acho que são as palavras que se viram contra mim, exactamente nos momentos cruciais, aqueles em que elas, as palavras, me poderiam valer. Talvez as use com excessiva facilidade e as gaste com toda a minha pretensa eloquência. Ou talvez elas não representem quase nada, nem sequer o significado que lhes damos. O que contam são os actos - esses sim, falam mais alto - e o que nunca se ousou dizer, o que se guarda no peito durante dias, semanas ou anos, como um tesouro precioso e clandestino que perde o encanto e o valor se for revelado ou descoberto."
 
Há qualquer coisa de irresistível em ti. Algo que nunca quis que o vento levasse porque rejo-me pela lealdade e bons princípios que me transmitem a mensagem de que é sempre bom guardar uma pequena parte que simbolize o todo que nos fez, de uma certa forma, felizes. Não precisas de pensar como eu, sei que não pensas porque bons princípios não deve constar nem sequer no teu vocabulário, nem me importa se em algum momento da tua vida – ou da vida que foi nossa – pensaste desta forma. Importa-me sim guardar apenas o que me faz largar um sorriso naqueles momentos cruciais em que vem tudo à memória, nos dias em que me sento no meu sofá e penso. Infelizmente guardo pouco de bom porque o que existiu de mau excedeu os limites da bondade anteriormente realizada, o que por um lado é melhor; o que existe forte e em minoria, por vezes, é o mais agradável de recordar e o que menos vezes se recorda. O que me facilita muito a vida. Tenho pena que nem uma pequena ligação permanecesse ente nós, que nem de um simples cumprimento possamos usufruir porque vivemos formatados neste mundo, porque todos nós nos regemos por leis estabelecidas e barreiras construídas pelo orgulho que nos caracteriza. E tenho pena que a ligação que no inicio ainda era patente, tenha sido quebrada por ti, pela tua cobardia, pelo teu orgulho e pela tua frieza de pensares apenas no teu bem-estar. Digamos que foste inexacto em relação àquilo que pretendias retratar, reges-te pelas facilidades que a tua vida te proporciona e vais sobrevivendo assim – repito, sobrevivendo. Eu vou vivendo com a minha consciência tranquila, que nem o meu acto mais cruel chega aos pés do que me fizeste. Duvido seriamente das palavras que me transmitias e dos teus gestos que transpareciam o amor que sentias por mim. Se, afinal de contas, todas as minhas palavras nunca foram a ajuda que prendia que fossem para ti nem te agarravas a elas, porque razão eu deverei acreditar nas tuas palavras que, em tempos, enchiam o meu coração de felicidade? A pouco e pouco, comecei a perceber que não há respostas para tudo, que não há palavras que possam limpar o ponto de interrogação que por vezes se instala no nosso consciente. E tu és o causador da maior duvida que se instalou em mim e eu talvez tenha escolhido o caminho oposto para alcançar o entendimento, talvez te devesse confrontar mesmo que não o merecesses Ainda o tentei, ainda tentei fazer-te ver que confiei em ti pela terceira vez com o objectivo de criar a melhor relação possível e tu é que a traíste e recordo-me das últimas palavras que te disse pessoalmente, que provavelmente preferiste deixá-las voar em vez de as agarrares e lembro-me das lágrimas que me escorriam pela cara, de alguém que se sentia incapaz para mudar o que se atravessara à minha frente. Os tempos em que me sentia culpada do que me acontecia, esses, já foram, já os larguei muito conscientemente com a certeza de que não voltariam. Pois eu, chego à conclusão que prefiro guardar o teu lado irresistível para te poder abraçar de vez em quando e poder largar um sorriso em vez de largar uma lágrima. Tomara eu que as minhas palavras te absorvessem da mesma forma que as tuas me absorvem.
Sabes, “o pequeno mundo do coração é mais vasto, mais profundo e mais rico do que todo o Universo”, pensa nisto…

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

guarda(-me) nas palavras



"Acordo todas as manhãs com este zumbido e a certeza que não vais voltar. Cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável.
Andas por aqui, às vezes vejo-te a abraçar-me com cuidado enquanto escrevo, ou a aconchegar-me o lençol até ao pescoço, momento exacto que antecede a paz do sono perfeito. Depois sais sem fazer barulho e metes-te outra vez no avião e eu fico a ver-te voar, e no dia seguinte acordo como se o mundo começasse outra vez.
As palavras guardam o que julgamos ter perdido para sempre, é por isso e para isso que escrevemos, para resgatar o impossível, porque o amor, por mais puro e forte que seja, não resiste à solidão e ao abandono, muito menos a outro amor que nos fecha o mundo nas mãos."

E essa vida, vai boa? Não sei se te recordas de mim ou se guardaste um bocadinho de mim dentro de ti. Não sei se aí, nesse teu cantinho pequenino e rubusto, há espaço para a minha alma, nem que seja para simplesmente prevalecer apenas o que é bom de prevalecer. Não sei o que te passa pela cabeça sempre que os nossos olhares se cruzam ou o que sentes sempre que te passo ao lado. O mais provável é passar-te assim mesmo, ao lado, como se eu nunca tivesse percorrido as minhas mãos pelo teu corpo, como se nunca tivessemos sido fiéis a um sentimento que nos consomia, como se nunca tivessemos sido um do outro, como se tu nunca tivesses entrado na minha vida. Foste um autêntico flash: consumiste-me por completo velozmente e largaste-me exactamente do mesmo modo. Continuo a gostar de escrever as palavras que me passam na mente sobre ti, simplesmente porque é a única forma de eu largar um bocadinho de ti. Está quase, meu desamor, está quase. E espero que as palavras te guardem melhor do que tu me guardas.
Há dias em que gosto de te ver a passar por mim, assim mesmo ao meu lado, para eu concluir que, de facto, já não me causas incómodo algum, já não deixas o meu coração aos pulos nem me provocas um arrepio de pele. Talvez pelo hábito, talvez não. Há dias em que não gosto porque há dias em que sinto um aperto no meu coração. Há dias em que mexes comigo, há dias em que me és indiferente. Há alturas em que gosto de te ver mais de longe, espreitar assim pelo meio das pessoas só para ver se mantens as tuas rotinas, se lanças uma gargalhada para o ar ou se também tentas observar-me. Depois há aqueles dias em que não te vejo e, ou fico normal como se nada fosse, ou me sinto perdida. Às vezes ainda te recordo como o meu pilar, o meu caminho e a minha luz. Às vezes custa-me encostar-te assim de lado, desviar-me de ti e fazer de conta que nunca foste o meu refúgio. Todos os dias me vens à memória, não sei se ainda passo pela tua cabeça nem que sejam ligeiros minutos como antes porque acho que a tua cabeça está demasiado ocupada com as tuas ideias. Mas todos os dias me vens à memória assumindo diversos papéis e, frequentemente, tens assumido o papel da indiferença.
Vou passar a guardar-te nas palavras, faz o mesmo comigo, por favor. Cheguei à conclusão que não te quero guardar dentro de mim, fazes-me trincar os lábios, roer as unhas, bater o pé no chão e desviar olhares. Eu, se não tiver um buraquinho para me esconder na tua memória, guarda as lembranças num papel, embrulha-o e coloca-lo na nossa caixa de recordações. Um dia, quando a tormenta acalmar, as mentalidades crescerem e o ambiente mudar, pega na caixinha, limpa o pó que a reveste e vem ter comigo. Vamos soltar gargalhadas das nossas vivências que construiram a nossa adolescência. Tu sabes que eu não guardo rancores e passei a não guardar os amores.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

homens!

«Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz, outras, regressa feito numa bola da de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar do nosso lado.»

Os homens são todos iguais. É o que eu digo, homens! Ora nos fazem perder a cabeça, ora nos fazem perder o coração. Enquanto que a cabeça consegue voltar ao normal, o coração regressa aos bocadinhos, reconstitui-se com o tempo que vai sarando as feridas que o marcou. Orgulho-me de não ter deixado o meu coração partir contigo, com a tua vida miserável de quem vive completamente desorientado. Não é que eu goste de desejar mal às pessoas, nem te desejo mal nenhum, desejo sim que, um dia, o teu coração te abandone e que fique nas mãos de quem não saiba tratá-lo, só para saberes e sentires um bocadinho quando nos deixam apenas com uma pequena parte de um todo. E isso dói meu amor, aviso-te.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

happy birthday brothers' love


"Sabemos tudo, sabes tudo, eu sei tudo"

Tenho saudades tuas. Vou-te dizer vezes sem conta. Mal posso esperar pelo dia em que te vejo a entrar pela casa dentro coberto de felicidade e de embrulhos de Natal. Tenho saudades disto.
Como vais? Peço desculpa pela ausência de cartas mas sabes – ou então, gostaria que soubesses – a minha vida tem tomado uns caminhos que complicam o seu percurso e falta-me tempo para te escrever, falta-me tempo para te contar cada passo que dou neste caminho. Não sei se estou a seguir o percurso certo, se daqui a 50 metros irei voltar para trás ou se irei cortar já de seguida por um atalho para atingir mais facilmente a meta, faltas aqui tu para definir-me isso. És o meu suporte e sem suportes a construção cai, por isso nunca me deixes – eu sei que nunca me irás deixar, felizmente o que é de sangue ficará para sempre connosco e és a maior prova disso.
Às vezes pareço burra. Não percebo porque não estás aqui comigo, não encontro motivos para nos teres abandonado e teres partido para a construção da tua própria vida. E sinto-me sozinha. Todos os dias há um instante em que me sinto sozinha até quando me observo rodeada por inúmeras pessoas actualmente um pouco desconhecidas para mim, porque faltas tu. Faltas tu ocupares o lado direito do banco, faltas tu fazeres-me cócegas na barriga para eu chorar de tanto rir, faltas tu para dividir o meu triângulo de chocolate Toblerone ou então o delicioso Ferrero Rocher que sempre foram os nossos chocolates preferidos, faltam os carinhosos insultos ditos por ti. Falta a tua voz que me preenchia por completo enquanto me segredavas algo e falta o teu abraço, que neste momento era o que eu mais precisava, do teu abraço. Falta a tua presença aqui para me secares as lágrimas. Sabes, tornei-me demasiado frágil. Não sei se foi a vida que me ensinou esta característica ou se foi alguém que me tornou como tal. Gostava que o vento te trouxesse até mim em vez de trazer o que não deve. Para indefinições, hipocrisias e faltas de respeito já basta o que vivi nestes últimos tempos e aposto que eras o primeiro a impedir que isto acontecesse. Tu, que me protegias todos os dias de todos os males e de todos os maus ventos e me secavas as lágrimas que cessavam uma vez por outra, assim de vez em quando sabes… Faltava ouvires os meus velhos desabafos de uma adolescente compulsiva que vive intensamente todos os dias da sua vida, que sabes como funciono. Tu, com essa tua maturidade que carregas às costas todos os dias e eu, que ia aprendendo todos os dias uma lição de vida contigo, ambos sempre nos encaixamos – não digo na perfeição – mas quase na perfeição.
Gosto tanto das cartas que te escrevo, repletas de palavras embrulhadas por um sentimento que só os bons irmãos conhecem, que nós conhecemos.
Hoje dava tudo para estar sentada do teu lado esquerdo, a roubar-te metade do chocolate, a deitar-me no chão implorando que pares com as cócegas pois já sufoco com o riso, a ouvir a tua voz no meu ouvido e a soltar gargalhadas das tuas piadas que no fundo não têm qualquer piada, mas tu sabes como me rio de tudo. Hoje dava tudo para te dar um abraço do tamanho do Mundo e cantar-te os parabéns, já nem canto pelos teus 30 anos que passaram, canto pela tua grandiosidade, pela tua forte personalidade e carisma que te acompanham todos os dias ao longo dos teus 30 anos. Aliás, eu dou os parabéns ao nosso amor de irmãos até. Eu sei que sabes tudo de mim e que adivinharias cada palavra aqui escrita porque ambos sabemos como funcionamos: eu não preciso de palavras para saber o que pensas quando te olho e vice-versa e sabemos que o nosso amor de irmãos vai-nos unir sempre, até que um dia um de nós parta. E sabes – eu sei que sabes – eu acredito na vida depois da morte, por isso eu acredito que depois de cada um de nós partir, um encontro irá surgir entre mim, ti e a nossa família.
Já posso dizer que atingiste o inicio da tua velhice, como me lembro que detestavas chegar aos 30 anos e preferias resguardar-te no patamar dos 20. A vida é assim, meu caro. E dá graças por teres chegado aos 30 que há muitos que morrem antes pelo sofrimento que os atormenta. Vamos manter o nosso diálogo, a nossa força: “Eu parti mas todos os dias penso em ti, todos os dias estou do teu lado a ouvir-te, todos os dias estou a tocar-te porque o que interessa sempre, em cada momento da nossa vida, é o que o coração nos diz, o sentimento que nos transmite. E se ele me diz que o nosso amor de irmãos não tem fim, eu acredito. Segue sempre o teu coração, até quando ele te levar pelos caminhos mais arriscados pois só com os erros é que aprendes. Não vivas na ignorância, arrisca sempre que puderes e aproveita todos momentos ao máximo, miúda. Estás na idade mais bela de todas e lembra-te, nunca te deixes enganar pelo coração de outro alguém que te tenta levar por caminhos obscuros. Porque infelizmente, quanto a isso, já não te poderei proteger.”
E os cabelos brancos, já nasceram meu doce e velhinho refúgio?

domingo, 29 de novembro de 2009

I'm forgetting


"I'm walkin' down this road alone and figured all
I'm thinking about is you, is you my love
My head is in a cloud of rain
and the world it seems so far away
and i'm just waiting for
The droplets, droplets"

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

segredando comigo


Vou-te contar um segredo. Não é que o mereças, mas é bom que o saibas.
Hoje pus-me do teu lado, pensei mais do que penso quando assumo a minha posição. Talvez te perceba, talvez não… mas isso não se torna relevante no que me interessa contar. Estás na idade de aproveitar tudo o que te aparece à frente. É claro. Queres estar todos os dias bem, sem preocupações nem discussões. É certo. Mas, será que estar bem todos os dias significa ocultar os nossos obstáculos ou ultrapassá-los? Julgo que te falta definir certos valores que devias implementar nesse teu modo de vida. Eu não sou ninguém, meu caro. Neste Mundo ninguém é ninguém e ninguém é de ninguém. Ninguém faz mais que os outros porque somos todos uns clones e fazemos o mesmo que tudo o que nos rodeia, nem me interpretes como a dona da razão e da moral. Penso que vês as coisas de maneira mais abstracta. Não somos todos iguais, felizmente. Tenho a completa certeza que estás bem mas… estarás sempre? E quando o que tens em mão te faltar ao primeiro momento que necessitarás dela, a quem irás recorrer? E quando reparares que surge uma discussão ou um desentendimento, quererás partir para outra – para manteres a tua felicidade sem pensares na dos outros - ou serás capaz de ultrapassá-lo? Bem, eu de ti já espero tudo depois do que vivenciei.
Vou-te contar um segredo: gostava que soubesses que de ti guardo apenas o melhor, largo mágoas e tristezas que não são úteis para a minha vida. Guardo as tuas boas palavras, a tua alegria e a tua força de vontade. Guardo o teu calor, os teus gestos, o teu toque e o teu mais doce olhar. Guardo o teu perfume, guardo os nossos segredos à medida que nos abraçávamos. Tenho algo a agradecer-te, concretamente não sei, apenas sei que tenho e que o devo fazer. Não sei se foi por me ensinares a ver o outro lado da vida, se foi por me transmitires a maior felicidade que alguém pode receber, se… não sei porque faltam-me as palavras para te explicar. Acredito agora que há vícios que são capazes de serem largados - e não imaginas o aperto que sinto quando o digo e as lágrimas que caem sobre a folha que escrevo. Talvez te seja indiferente, talvez não. Talvez consigas tomar essa tua posição todos os dias, ou talvez mais tarde te arrependas. Sabes, vivemos formatados neste Mundo para o bem parecer e o dever. Serei eu capaz de controlar sempre os meus actos assim que te apareceres à minha frente quando a minha vontade é ir a correr para ti? Claro que não o devo fazer, tu não mereces e é apenas por isso que eu não o faço e porque sei que, neste momento, não serei correspondida com os teus braços.
E se um dia nos perdermos os dois no mesmo local, vinhas ter comigo? E se um dia deixares os meus cadernos caírem ao chão devido à tua distracção, dizias-me algo? E se um dia tiveres saudades “nossas”, abraçavas-me? Somos inevitáveis, independentemente do papel ou do sentimento que assumimos…
E tu, tens algum segredo para me contar?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

um pouco de nada




Ambição. Modéstia. Doce. Amargo. Humildade. Soberba. Louvar. Censurar. Progredir. Regredir. Concórdia. Discórdia. Prestígio. Humilhação. Claro. Escuro. Presente. Ausente. Acompanhado. Sozinho

Nem quando te observo a três metros de distância de mim sinto a tua presença como antes. Nem quando nos cruzamos através de olhares sinto que pretendes transmitir-me algo sem usufruíres das palavras. Desgastas-me.
Já não te sinto em mim, já não te sinto ligado e preso ao meu coração porque, de facto, fizeste-me ver com olhos de gente que só importa o que temos em mão. Gostava tanto que o amor ganhasse asas e voasse assim como tu partiste da minha mão, como as andorinhas que escolhem o seu refúgio e os seus locais de convívio, eu gostava que um dia o amor escolhesse os corações que quisesse amar. Palavras escritas que nunca serão apagadas da minha mente, palavras que me levam à razão, que me levam a ti. Tu sabes que isto me vai levar a ti, assim como eu sei que algo te irá trazer a mim, seja em forma de amor ou em forma de outra coisa qualquer que iremos descobrir mais tarde porque eu não guardo ódio, tomara eu.
Eu não guardo sentimentos de rancor nem arrependimentos, sou transparente e apenas guardo o que é bom de guardar. Para coisas más já basta o Mundo em que vivemos que está repleto de indefinições de sentimentos. E como dizia um belo filósofo, “Nada dura tanto, excepto a mudança” e caso eu repare que o que tens em mão ficará contigo por muito tempo, chego à conclusão que te tornaste noutro ser que não aquele que fez pulsar o meu coração intensamente e aí, tornar-nos-emos em banais desconhecidos, que nem a três metros de distancia iremos sentir a presença um do outro. Tornar-nos-emos num pouco do nada que restou.

sábado, 21 de novembro de 2009

menos hoje


Hoje dói menos um bocadinho que ontem. E amanha irá doer menos que hoje e, dia após dia, esta dor que se instalou em mim vai desaparecendo. Vais saindo de mim aos poucos até que restem as memórias de um bom passado. Mas eu não vivo delas!
Estou aqui, deixa-me estar. Estou comigo, estou bem.
Não me destabilizes, sai daqui que vou apagando um bocadinho do teu nome todos os dias e enquanto o faço não quero olhar para ti.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

dissabores


"Amado, meu amado,
o que regressou de ti
é a tua sombra
dividida ao meio
é um antes de ti
as falas amargas
como os frutos"

És amargo. Perdeste a doçura que me fez deliciar por ti. És sem coração.
É verdade que muitos não merecem metade do que recebem e tu não mereces nem metade do respeito que recebes pelas pessoas que te rodeiam. És amargo.
És capaz de agir sem pensar nas consequências dos teus actos, pois gostas demasiado de seguir à regra o lema de vida que te acompanha. És sem coração.
Não vou dizer que misturas os sentimentos todos que sentes à flor da pele porque não conheces, nem de longe nem de perto, a definição do verbo “sentir”, ou então manipulas demasiado as tuas palavras quando os pronuncias. És amargo.
Há coisas que nos vêm parar às mãos e desaparecem com a mesma facilidade que apareceram, outras que permanecem connosco e outras que apenas aparecem quando lhes convém. Cá eu não gosto lá muito das que pensam que podem ficar apenas quando lhes apetece e o meu mal foi, sem dúvida, aceitar sempre a presença de quem queria ficar. E digo-te já, meu caro, que nem te passe por essa cabeça de minhoca lembrares-te de vires parar à minha mão outra vez porque gosto muito de bater palmas, logo, não te aconselho a ficares neste local. Fica lá nas mãos de quem quiseres, tenho pena que ninguém te manuseie da mesma forma como tu manuseias as pessoas.
Há pessoas que valem a pena. Há pessoas com coração. Há pessoas que não perdem a doçura que as reveste dia sim dia sim. Há pessoas que não se contentam com intermédios e sabem esperar, sabem lidar com os seus sentimentos porque sabem sentir, sabem prevalecer o que se constrói porque demonstram esforço para tal. Não basta querer e não basta sentir, mas quem sabe sentir e quem sabe definitivamente o que quer sabe manter uma boa construção por muito e muito tempo.

Julgo que tudo isto se funde nos gostos: há coisas gostosas que são amargas e coisas amargas que parecem gostosas e como eu não funciono muito bem com a amargura das pessoas, deixei de funcionar contigo. Jamais funcionarei, és amargo, sem coração. Mereces alguém ao teu lado que também o seja, ou talvez nem isso.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

tipicamente

Com o pouco que vejo, muito percebo.

"Extremamente intuitivos são capazes de descobrir qualquer 2ª intenção quando lidam com alguém. O pior é que quando estão mais refinados acabam por descobrir não só a 2ª intenção cmo a 1003ª. Conseguem descobrir coisas sobre alguém que até o alguém ainda não sabe!"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

diálogos sinceros



«C: Como estás, doce?
- Doente.
C: Doente? Que te dói?
- Dói-me o coração porque não pude ficar mais tempo contigo.»

Há pessoas que valem sempre a pena.

sábado, 14 de novembro de 2009

dores mudas



Fixo-te o meu olhar e desconheço-te. Melhor dizendo, talvez só agora te esteja a conhecer. Dei conta desse teu traje tão descomunal com que caminhas com muita dignidade pelas ruas da cidade. Olha para nós, estamos perdidos. Vamos deixando um pouco de nós em cada estrada que pisamos até que nada sobre e que nada possa ser reconstituído. E eu continuo com este tremendo desejo de te reencontrar…
Magoa-me deixar de ser tua por completo, magoa-me ser obrigada a esconder o meu lado esquerdo que bate com mais intensidade sempre que os nossos olhares se cruzam e vou morrendo, dia para dia, sempre que deixamos um pouco de nós em cada estrada que pisamos.
Magoa-me saber que me fazes metaforizar-te utilizando os vocábulos mais dóceis porque, no fundo, não deixo de sentir este coração a bater, que bate por ti. E magoa-me ver-nos assim, a perder um pouco de nós em cada estrada que pisamos.
A noite nasce, a rua mergulha na solidão, o silêncio instala-se e a dor priva-se do uso da fala, manifesta-se sem recorrer às palavras.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

à distância




"We're pulling apart and coming together again and again, we're growing apart but we pull it together, pull it together again (...) Don't let me go"

Deixei-te ali, acompanhada pelas folhas que o vento te trazia e com o seu gélido ar. Deixei-te ali, naquela tremenda sexta-feira 13, largando tudo o que me tens proporcionado nos últimos tempos.
Ainda me recordo, meu amor, ainda me recordo destes nossos tempos em que dávamos importância às pequenas discussões que uma relação de adolescente tinha e transformávamo-nos em meros desconhecidos. E sempre que me recordo de tudo isto largo um sorriso, um sorriso repleto de ironia – por sinal, sempre fomos muito bons nestes sinais.
Hoje lembrei-me de ti, como já não era de esperar. Mas hoje a saudade bateu mais forte, às vezes sinto isto quando me coloco no parapeito da janela e observo o espaço que usufruo neste momento, e custa-me não te ver cá, todos os dias, como nos víamos na escola quando éramos adolescentes. Aqui, no Iraque, estou rodeado de pessoas que desvalorizam os sentimentos. Deixaram as mulheres em casa, como eu te deixei a ti, na esperança de proporcionarem uma vida melhor à sua família mas só os vejo a desbastar o dinheiro como se fosse fácil ganhá-lo. Tenho saudades desse povo, tenho saudades da felicidade que me proporcionavas todos os dias.
Estou aqui a olhar para as fotografias que tirámos quando namorávamos, lembras-te? Eu vestido de uma forma que nem merece qualquer comentário e tu sempre a esconder a cara. Que bons tempos. Fora de preocupações – quer dizer, supostamente não deveríamos ser pessoas preocupadas, éramos jovens mas a adolescência ensina-nos a complicar e ganhámos muito essa mania, por muito que nos prejudicasse. E recordo-me do clima em que vivíamos, o tempo que o usufruímos juntos e o tempo que sofri sem ti. E como me orgulho do sentimento que guardo por ti durante este tempo todo: desde o primeiro dia que começámos nos nossos namoricos que éramos obrigados a conciliar horários de escolas diferentes, passando por tardes intensas de verão e acabando nos dias que usufruíamos ao lado um do outro na mesma escola; até agora, que mesmo não te vendo há vários meses guardo-te aqui, junto a mim. Espero que estejas bem e que estejas a cuidar de ti todos os dias. Lembra-te que estou aqui por nós e que em breve voltarei com uma vida melhor. Guardo de ti o melhor que alguém pode ter, nunca te desvalorizes e lembra-te que tens contigo o melhor que alguém te pode oferecer. Vivemos assim, numa constante troca de sentimentos que nos rasgam um sorriso na cara todos os dias. Meu amor, espero sair rápido desta guerra e voltar a ver-te, voltar a abraçar-te sabendo que és minha como sempre foste.
No meio de tantas cartas que te escrevo vou lamentando se me escapa algum pormenor que aches relevante, mas por vezes não sou muito bom neste jogo de palavras, sempre foste tu quem possuía esse dom.
Somos a maior prova de que o sentimento triunfa e peço desculpa por aqueles dias em que te deixei sozinha, a sentir o vento gélido a bater-te na cara com as lágrimas a escorrerem e lamento recordar-me disso hoje, que é sexta-feira 13 exactamente igual àquela em que nos despedímos. Mas sabes, éramos tão ingénuos que não sabíamos o que o futuro nos esperava. Sofríamos muito com o que vivíamos, vivíamos tudo muito intensamente e por vezes tomávamos atitudes que, apesar de eu pensar que eram as correctas, destruíam a nossa relação. Agora damos valor ao que sentimos e tenho pena dos pequenos que se julgam grandes pelas grandes atitudes que cometem e esquecem-se que a grandeza das atitudes não define a grandeza da personalidade da pessoa, tenho pena deles por desprezarem tanto os seus sentimentos, como nós desprezámos os nossos, tenho pena deles por gostarem de expor os seus sentimentos tão rapidamente que nem sequer os conhecem e não têm noção do valor das palavras que pronunciam.
Hoje recordei os nossos tempos de felicidade juntos, como nos deixávamos levar num profundo sentimento que absorvia os nossos corpos. Recordo-me de gostar de ter os meus braços à tua volta, como que te protegendo, deixando a tua cabeça deslizar até ao meu peito. Os nossos beijos, os nossos passeios e o calor que transmitiamos um ao outro num dia de temporal, como o que assisto agora. E dava tudo para viver esses momentos todos os dias, ao teu lado, entregando-te o meu coração como sempre me entregaste o teu e eu admirava guardá-lo. Tu dizias "está a chover lá fora" e agarravamo-nos ainda mais de forma a que ficássemos quentes, e eu beijava-te a testa, tal como gostas, e esquecíamos a chuva, porque o que importava era estarmos em minha casa, no meu quarto, no teu coração.
Nunca te esqueças que guardo um carinho enorme por ti, todos os dias, e estou aqui a lutar por nós, pela nossa vida.

Minha eterna pequena
Francisco

domingo, 8 de novembro de 2009

"puxar a brasa à sua sardinha"



''Antes de partirmos para grandes revoluções devemos tratar da nossa.'' 

Não somos ninguém para tratar da vida dos outros. Primeiro a nossa, e se a nossa não é cuidada, não podemos cuidar da de ninguém. E se há assim tanta vontade de se meter na vida alheia, que o façam pelo lado positivo que pelo lado negativo já cansa. Aliás, já mete dó. Uma coisa é certa, se há coisa que nunca irei perder neste Mundo - independentemente do meu presente estado de saúde, ou dos pedregulhos que se atravessam à minha frente, ou até mesmo do nariz coscuvilheiro de quem gosta muito de puxar a brasa à sua sardinha  - é o sorriso que me acompanha todos os dias. 

one day left. sixteen :}

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

terceira é de vez?


Muitos dizem que não precisam de chegar à terceira tentativa para saber se vale a pena  ou não viver certas experiências. Cá eu discordo, acho que somos todos capazes de determinar o nosso próprio número de tentativas consoante as experiências que queremos viver e podemos transformá-las no que quisermos. Dizem que à terceira é de vez, mas mesmo que não seja, iremos usufruir que uma nova quarta, ou quinta, ou sexta... Mais vale tentar do que ficar a olhar e eu não gosto muito de desperdiçar o que me vem parar às mãos. E se cá caíste é porque o teu lugar era aqui - caindo tu de pára-quedas ou não, não me é relevante a forma como cá chegaste.
Meu tesouro, já tinha saudades de sentir o teu calor, o teu perfume, o teu toque. Já tinha saudades de pensar todos os dias em ti sabendo que te tenho todos os dias junto a mim. E não há melhor sensação do que esta que nem as mais brilhantes palavras conseguiriam definir. Nunca percebi a forma como me dominas, como não te consigo resistir sempre que te chegas junto a mim e me fixas o teu olhar desenhando um sorriso no meu rosto. Fazes-me fintar as palavras para conseguir golear os textos e deixas-me sempre com algo por concluir porque adoras cortar-me o raciocínio com os teus doces beijos. Perdi conta do número de dias que nos guardamos mutuamente e já nem sei quantos minutos desfruto agora ao teu lado. Perdi conta da quantidade de vezes que entramos em brincadeiras que nos fazem soltar as mais sentidas gargalhadas e a quantidade de vezes que entramos em pequenos jogos de chantagem para obter algo no final como vitória. Sabes, perdi a noção do que nos transformamos de tantas situações que se meteram entre nós. Nem sei qual será a próxima fase, nem no que nos iremos transformar daqui a uns dias. Às vezes sinto um medo que me rói aqui dentro que tenta contrariar os meus actos, outras vezes sinto uma segurança enorme quando me abraças e me sufocas. Gosto de sentir que despejas toda a tua confiança em mim mesmo quando sabes que ultimamente recuo um passo a cada dois que caminho e gosto do brilho do teu olhar que me transmite a sinceridade das tuas palavras. E sabes, eu cá acho que merecemos o maior número de tentativas que nos vierem parar às mãos, pois sei que irá existir sentimento para suportá-las todas. Nós, somos os donos das nossas experiências, e tu és o dono da felicidade que me acompanha todos os dias.


"Hoje posso-te dizer, sem qualquer dúvida. És a miúda da minha vida e eu não quero mais ninguém."

domingo, 1 de novembro de 2009

words


"Gosto de me ver contigo, gosto de te ver comigo, gosto dos teus olhos e dos teus labios, gosto de te resistir e gosto de nao te resistir, gosto de ter saudades tuas e gosto de perde-las, gosto de pensar em ti, gosto de olhar para ti, gosto de te sentir, gosto de gostar de ti, gosto de nos. Gosto do teu riso, gosto do teu sorriso, gosto de ti amuada, contente, triste, feliz, gosto de ti com pica ou sem pica, gosto do teu cabelo, gosto do teu cheiro, gosto da tua voz, gosto das tuas palavras, gosto de ti em dias de sol e em dias de chuva, noite e dia."

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

o primeiro é sempre o primeiro

O primeiro grande amor nunca se esquece. Típico. Simplesmente fica preso à nossa memória, mesmo que esse mesmo amor não seja vivido por ambas as partes. É bom guardá-lo, sentir o seu calor que nos transforma, por vezes, quando um simples gesto nos faz recordar esse sentimento. O primeiro amor não tem tempo, não tem pressa e é paciente. Vive em dois corações e em dois mundos, simultaneamente, e volta quando tem de voltar. Volta quando há saudade, ou volta simplesmente para matar o bichinho que não pára de roer o nosso coração. Há amores, há grandes amores e desamores, mas o primeiro grande amor gosta sempre de triunfar, até quando se julga que nunca mais voltará a vencer. Não se importa com opiniões nem se influencia pelas mesmas. O primeiro grande amor não escolhe os corações que quer amar e talvez seja esta a sua principal característica e seja isto que apimenta a paixão. E cá com os meus botões, o primeiro amor nunca se esquece, simplesmente porque nos marca e porque, independentemente das alturas em que volta, rasga-nos sempre um sorriso de orelha a orelha que nos acompanha todos os dias. É como o chocolate, como os saudáveis vícios, torna-se irresistível.

domingo, 18 de outubro de 2009

sempre presente





M says: "Podes sentir-te orgulhosa, pela tua atitude de rainha em relaçao a tudo! (...) Acredita que és motivo de orgulho."

És a minha pequenina de coração, a que nunca cairá no esquecimento... e sabes uma coisa? É tão bom saber que conseguimos confiar tudo uma na outra exactamente da mesma forma como fazíamos há um ano atrás.
"friends will be friends"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

deixar correr




"Não sei como se diz desistir na tua língua nem quero aprender, porque na minha demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem.
Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina que não escolhe país nem idioma, que não se importa com a idade nem precisa de ser alimentado todos os dias para crescer e ser vivido em todo o seu esplendor. Aprendi a nunca pedir que me amasses e a nunca cobrar a distância. Aprendi novas formas de viver e de estar, de amar e de ser feliz.
Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã que acordares.
(...) E não pode haver amor mais certo do que aquele que nos faz felizes. É só deixar correr, como, afinal, tudo o que é verdadeiramente importante na vida."

(Margarida Rebelo Pinto)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

(des)gostando


Estou aqui, a gostar de ti. A prevalecer com este sentimento tão contraditório aos meus actos. Mas sabes, eu gosto de ti, exactamente com gostava no mês passado, na Primavera passada, no ano passado... e estou aqui, sentada a pensar, sem saber se gosto ou não de gostar de ti.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

a casa é tua, tesouro


«But I'm holding you closer than most,
'Cause you are my heaven.»

Hoje escrevo-te uma carta, no meio de tantas outras rabiscadas por mim ao longo deste tempo. Hoje é só mais uma para juntar à colecção que guardo junto a mim, todos os dias. Gostava muito que um dia lesses o que te escrevi, nunca tiveste conhecimento deste meu gostinho pela escrita. Talvez porque não estavas presente quando o bichinho das palavras despertou em mim, infelizmente.
Sinto a tua falta, todos os dias desde o dia em que partiste. E mesmo quando voltas, os poucos dias que cá ficas não matam as saudades dos largos meses que deixas em cada uma das pessoas desta casa. Cada um de nós guarda um pouco de ti. A casa perdeu aquela brisa alegre que só tu tinhas a capacidade de trazer, perdeu a esperança que só as tuas palavras conseguiam suscitar. Foste a única pessoa que realmente me fez ver a vida com outros olhos, a encarar os obstáculos com determinação e tenho muito orgulho em dizer que formaste a minha personalidade, moldando-a ao melhor carácter, que é o teu. Transmitiste-me uma força tal que nem o passar do tempo a destruiu – apesar das minhas quebras, eu não sou de ferro, e graças a deus pois cada perda de força só me alicia a chegar ainda mais longe.
Não esqueço o teu perfume tão característico que marcava a tua presença nesta casa, não esqueço o teu sorriso que me enchia de uma extrema felicidade assim que aparecias à porta do meu quarto. É impossível não me recordar dos teus abraços nas horas certas, quando os gestos mais simples valem mais que mil palavras. E crescemos neste ambiente, de enorme ternura e respeito mutuo que os nossos queridos pais sempre nos ensinaram. Agora que olho para trás e comparo com o presente deduzo a falta que fazes, o vazio que deixaste neste lar… és insubstituível. Nunca nos esquecemos de ti, meu querido. Todos os dias olhamos para a tua fotografia que continua colocada exactamente no mesmo sítio onde a deixaste há três anos atrás, e todos os dias oferecemos um sorriso a essa imagem na esperança que o recebas e te lembres de nós.
A casa é tua, será sempre tua e eu estarei aqui, todos os dias de braços abertos para te receber e acarinhar da mesma forma como me fazias quando eu era pequenina e me esperavas à porta da escola como meu anjo da guarda. E eu corria para os teus braços, certa da segurança que me transmitias quando apertavas as minhas mãos gélidas, é uma característica minha. Serei sempre a tua pequenina que te irá irritar nos dias em que a tua paciência é a mínima, ou te irá encher de miminhos desejando algo mais tarde. Estaremos sempre juntos, desde o dia em que pegavas em mim ao colo e me tratavas com carinho até ao dia em que um de nós largue este Mundo.
Sabes, tenho a certeza que este Mundo seria bem melhor se fosses tu a governá-lo. Com essa tua generosidade, esse teu enorme carácter que me fascina e me enche de orgulho, a guerra acabava, a paz incidia sobre este planeta e provavelmente estarias agora aqui, ao meu lado, a secar-me as lágrimas que me correm pela cara a cada palavra que escrevo sobre ti. E provavelmente continuavas a ter conhecimento de cada dia da minha vida, cada episodio meu e estarias aqui, todos os dias, a estender-me a mão a cada socorro meu. Eu teria a certeza que cuidarias deste Mundo como cuidas da tua família, seria o teu maior tesouro. O meu tesouro és tu, a minha maior relíquia és tu e terei sempre aquela imagem de nós os dois mais o nosso companheiro de sangue juntos, com um sorriso de orelha a orelha a usufruir da inocência da infância que nos perseguia diariamente.
Agora estamos os três grandes e aptos para tomar decisões na nossa vida pela nossa própria cabeça. E apesar do tempo, da distância e das circunstancias que a vida nos pregou, a nossa ternura e a nossa inocência nunca acabará, pois não há maior certeza do que esta: amor só há um, é o amor de irmãos e nós temos o prazer de viver o amor mais belo deles todos.

Tenho muitas saudades tuas, espero-te no Natal, como em todos os anos, à porta de casa com os olhinhos a cintilarem de alegria. Até lá, tesouro.

sábado, 10 de outubro de 2009

confiando em mim



Vou ficar aqui, aqui sossegada. Não me vou mexer, vou permanecer intacta como uma pedra.
Vou ficar aqui, deixa-me estar. Não é que me sinta bem, mas sinto-me melhor assim.
Vou ficar aqui, não fiz mal a ninguém.
Vou ficar aqui, por uns tempos, até que as pessoas ganhem consciência dos seus actos.
Vou ficar aqui, estou cansada de ver o que vejo e aqui só me vejo a mim.
Vou ficar aqui, a confiar em mim. Pois agora, ao ver o mundo assim, eu já só confio em mim, só em mim e mais ninguém.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

caso a caso


“Nunca sabemos para onde vamos. Nunca sabemos até onde podemos chegar, nunca conhecemos os nossos passos, mesmo quando pensamos que escolhemos os melhores caminhos. (…) Talvez tenha aprendido contigo a esperar sem esperar, a ser feliz com a vida que me traz.Talvez tenha aprendido contigo muito mais do que imaginas.

Certo é que muito ficou por dizer. Certo é que, no meio de tantas loucuras – destinadas ou não – e de tantas palavras soltas proferidas sem qualquer nexo, ainda há muito por explicar. Não exijo explicações; aliás, é-me completamente indiferente tudo o que se tenha sucedido nas minhas costas, pois não sou pessoa de dar importância ao que me vem de muito baixo. E pessoas com muito pouco carácter e fraca personalidade não fazem realmente parte do meu estilo. Esse traje tão descomunal que carregas mete-me pena, muita pena por não seres a pessoa que eu, um dia, idealizei que fosses.
Mantenho-me firme, de consciência tranquila e pacífica. Não devo justificações a ninguém pelos locais que frequento ou pelos actos que realizo nem peço que me justifiquem a mim as suas acções – justifiquem se quiserem, ou melhor, se tiverem coragem para o fazer. Caso não se queiram justificar, que não me culpem pelo orgulho ou pela minha personalidade – não fui eu a errar nem sou eu quem deve justificações!
Cada um segue o caminho que pretende. Se seguiste o que – planeado ou não – desejavas, não desvies o teu percurso nem me faças desembrulhar os papéis que deixei na caixinha por baixo da minha cama. Chegamos onde queremos chegar, não possuímos quaisquer limitações que nos impeçam de atingir os nossos objectivos. Temos todos a capacidade de pensar e agir no momento que é suposto agirmos - e não és excepção.

sábado, 3 de outubro de 2009

as oportunidades nunca se perdem



É verdade. As oportunidades nunca se perdem, elas estão lá, à espera que nós as alcancemos. Quem as perde somos nós.
O típico português tem muito a mania de dizer que perdeu certas oportunidades e não se dá ao trabalho de pensar que talvez tenha errado por não ter conseguido atingir os seus objectivos. Mas culpa sempre a pessoa do lado, pois acha que o seu desempenho foi brilhante e digno de merecer oportunidades. Há muita superioridade aqui no meio também, curioso… o português é tão característico!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

contacto



"E sabes, se neste Universo somos os únicos... é um horrivel desperdicio de espaço."

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

365 dias



Já reparaste como o tempo voa? Já passou um ano, um ano e de nada eu me esqueci. Nada deixei para trás, agarrado às poeiras e nada deixei escapar pelo vento. Não é que seja pessoa de viver de recordações, não interpretes desta forma. Para mim o que passou lá ficou, pois a vida continua e quem a vive somos nós. Mas é sempre agradável recordar aquilo que nos fascinou por momentos e que deixou uma marquinha na nossa alma. E eu gosto muito de olhar para uma fotografia, ouvir uma musiquinha e recordar o que vivi há uns tempos atrás. Confesso-te, meu pequeno tesouro, que nunca ninguém me fez recordar tantos pormenores como tu. És a minha maior fonte de comparação, infelizmente. Não devia, mas
a vida é feita de poderes e deveres e apesar do tão famoso “não dever” acabamos sempre por “poder” fazer o que nos dá na cabeça, simplesmente porque o queremos. Ou por vezes nem queremos, é o instinto que fala mais alto, a rotina, o hábito… é o meu consciente que te compara a cada detalhe que eu observo, o que acho extremamente irritante. E sabes, hoje podia ser o nosso dia. Aqui é o oposto, hoje devia ser o nosso dia e, no entanto, não pode. Trocamos as voltas à nossa vida e ao nosso consciente, não penses que foi a vida que nos trocou a nós porque a culpa é nossa. Talvez o destino, talvez tivesse que acontecer o que exactamente aconteceu porque devia. Mas já devias saber que não me baseio só em teorias que tentam explicar as diversas situações da vida, procuro sempre questionar mais até obter uma resposta coerente. Contudo, sei que a nossa questão nunca obterá resposta, por muitas pesquisas elaboradas que faça, por muito mundos que percorra, por muitas vezes que o nosso caminho se cruze e volte a divergir-se… Meu querido tesouro, lamento dizer que és o mais precioso de todos eles, que ainda te guardo na mesma caixinha exactamente com os mesmos instrumentos, embrulhada com aquele papel do meu sentimento tão característico por ti, que continuo sem conseguir definir. Não, eu já não te amo. Apenas sinto aquele fervilhar na barriga e este coraçãozinho a saltitar quando te observa ao longe, pois é ele quem te continua a observar, não são os meus olhos cor de avelã – tomara eu ver-te com os olhos em vez de te ver com o coração. E mesmo após 365 dias, eu não esqueço aquele teu perfume que tanto me apaixonava, aquele teu primeiro toque em mim. Não esqueço o teu olhar que hoje foi tão igual ao teu primeiro de há 365 dias atrás. Não devia, alias, eu não devia sequer recordar-me destas coisas; mas, meu tesouro, com a vida – ou contigo, que em tempos foste tu quem a guiou – aprendi que posso muito bem esquecer os meus deveres e deixar-me levar pelos meus desejos. Hoje desejo-te, só hoje por ser “o nosso dia dezassete”. E apesar de te poder desejar todos os dias, eu não quero. Não é por não dever, é por não me querer deixar levar pelo mal que agora carregas em ti. Por ainda gostar um bocadinho de ti, eu espero que estejas feliz e bem com a tua vida, não te desejo mal – embora pudesse e devesse desejar – quero-te sempre bem. Não quebro promessas, nem rompo sentimentos, e tenho muita pena que o faças.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

gostando de gostar


"Meu deus como pode ser tão bom esse mal que tu me fazes
Que me obriga a ir a jogos sem figuras nem ases
Sabendo que não vou ganhar como nunca ganhei
Sabendo que não consigo parar como nunca parei
Como podem magras mãos ficar tão grandes assim
Que as gentes esgravatar cabem dentro de mim
Só pode ser verdade o que me conta a poesia
Eu gosto de gostar e sinto a tua falta todo o dia
Que posso eu fazer se me fazes tão bem/mal
Desafiando as leis da gravidade, a minha moral
O prazer da tua carne tornou-se essencial
Para a minha sanidade, física e mental
Fatal fatalmente o coração sente
E a minha boca mente em ritmo desplicente (...)"

terça-feira, 8 de setembro de 2009

verdade seja dita


"O amor é como a relva (...) cresce, cresce, cresce até que chega uma vaca e fode tudo!"
Só dá mesmo vontade de rir!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

fundos descobertos


Hoje dói-me a alma. Dói-me tudo. Este sofrimento é mais forte que o sentimento que outrora existira em mim. Já tenho saudades de escrever… não, minto! Tenho saudades de te escrever. Sinto falta daquelas cartas de amor com palavras retiradas bem do fundo do meu coração, aquelas palavras que só tu tiveste o prazer de as ouvir; porque na realidade foste tu quem as descobriu. Tu foste quem – sem pedir licença nem dar justificações – entraste silenciosamente dentro do meu coraçãozinho de ouro e escavaste bem fundo, procurando o melhor refúgio para habitares. Diz-se que o auge de cada alma prevalece bem no fundo dela, e tu, com essas tremendas garras, apoderaste-te desse meu fundo e achaste o que outrora se ignorava, o que se desconhecia, o que esteve oculto durante tempos e tempos. Sempre te avisei para teres cuidado com o local que escolherias para viver, mas nunca me deste ouvidos. Sabes, não basta querer chegar ao fundo, é necessário muito esforço para lá permanecer. Quem ama guarda esse sentimento com muito afago e trata dele, rega-o todas as manhãs e oferece-lhe o beijinho de bons sonhos todas as noites. Sempre acreditei que cuidar do amor é como cuidar de uma criança: é preciso saber prendê-lo pela nossa mão para termos a certeza que ele não nos escapa por entre os dedos. E quem não cuida da planta do amor que floresceu dentro de si é porque não sabe realmente o que é amar. Todos nós somos portadores dessa bela planta, porém é preciso muito mais do que apenas possuí-la. E cada um de nós planta uma nova semente no coração de outrem, cujo objectivo – suponho eu – é fazer com que o sentimento entre nós e essa pessoa prevaleça firme. Nunca fui muito boa nisto das suposições, é demasiado relativo e vago para a minha consciência, por isso não me admiraria nada que esta minha suposição estivesse errada. Não se escolhe o local onde plantamos a semente, é certo; mas podemos escolher o tempo que essa semente poderá lá ficar. Devias ter tido mais cuidado com o tempo que juraste que esta semente ia permanecer em mim. Deixaste que ela criasse aqui as suas raízes e deu origem a uma nova planta, que agora não és tu quem a rega – e eu nem me dou a esse trabalho. Somos todos demasiado impulsivos. Regemo-nos pelas juras de amor eterno e acreditamos que os nossos desejos serão sempre concretizados pela pessoa que cuida da planta do nosso coração. Esqueceste-te de algo que era nosso, e que não necessitaria de ser apenas meu. Tu, para além de te esqueceres que deixaste uma semente plantada em mim, esqueceste-te que possuías a minha semente plantada dentro de ti. Tão rápido esqueceste que eu, neste momento, até duvido se quiseste realmente criar este doce sentimento, ou se preferias apenas ter uns momentos de diversão. Até duvido se algum dia desejaste habitar neste meu fundo que sonhavas descobrir…

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

you have the best of me



Even though we've changed and we're all finding our own place in the world, we all know that when the tears fall or the smile spreads across our face, we'll come to each other because no matter where this crazy world takes us, nothing will ever change so much to the point where we're not all still friends.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

inconsciência da influência


Somos tão banais, tão influenciados, tão inconstantes, tão … inconscientes! É isso, inconscientes. Adoramos pôr a carroça à frente dos bois e a noite à frente do dia, adoramos começar pelo prato da sobremesa e começar pela gargalhada antes da piada ser lançada ao ar. E é neste clima que vivemos, num clima de constante inconsciência que nos torna banais nestas nossas influências. E em tantas influências esquecemo-nos dos que realmente pintam o céu e o mar da nossa vida de azul e desenham em tons de amarelo os raios de sol quente no nosso dia-a-dia, esquecemo-nos de quem nos trava uma lágrima e a substitui por um ‘secret smile’. Todos passamos pelo mesmo, ora não fosse este o erro mais banal que actualmente se observa. O que se julgava ser cruel, actualmente é banal e, por isso, estes erros já são insignificantes e só interessa o que fazemos depois de cometer estes erros. Se os admitimos, se os corrigimos, se conseguimos passar uma borracha por cima das nuvens pintadas de cinzento no céu azul que outrora tenhamos rascunhado. Nesta época não gosto lá muito de ver nuvens cinzentas no meu céu, já por isso peço-te que as apagues, pois sei que não é isto que desejas. Sei que não és assim, que és capaz de colorir da melhor maneira o meu dia e rasgar-me o maior sorriso apesar dessa inconsciência que te influencia todos os dias.



p.s: voltei do belo campismo com as belas pessoas da minha vida (: *

terça-feira, 18 de agosto de 2009

hoje estou (...)


Estou calma, estou segura, estou confiante, estou alegre, estou animada, estou paciente, estou concentrada, estou preparada, estou firme, estou capaz, estou forte. E sabes como me senti assim? Quando te disse adeus. Afinal de contas, sou muito mais do que aquilo que julgas e sou tão melhor quando já nem te desejo. Estou realmente bem comigo, com tudo o que me rodeia.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

há dias assim


Custa escrever. Faltam as palavras para exprimir o que existe cá dentro. Ou talvez falte a inspiração. Há dias assim. Dias repletos de dúvidas e incertezas, ideias vagas e expressões mal entendidas. Há dias assim.
O ponteiro do relógio teima em não avançar, as estrelas teimam em não nascer e esta monotonia esgota-me. Há dias assim, que passam a uma lentidão profundamente irritante.
A paciência e a boa disposição decidiram ir de férias. Também têm direito, não contrario. Mas desapareceram na altura em que eu mais precisava delas. E há dias assim, dias em que por muito que queiramos escrever, as expressões são inteiramente vagas e as palavras custam a proferir. Há dias de pontos de interrogação e reticencias desenhados na minha cabeça e que não podem desaparecer com uma simples passagem de uma borracha. Se fosse assim tão fácil, não havia dias de chuva, nem dias de duvidas nem dias de expressões mal entendidas. E, por vezes, é bom viver dias assim. A vida não é um mar de rosas e se assim fosse não teria qualquer piada para ser vivida.
Há quatro coisas que não voltam para trás: a pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado. Há dias assim, que nem uma borracha consegue apagar a palavra dita no tempo passado na ocasião errada da memória. E isso dói…

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

estabilidade


A minha vida faz-me pensar. Passo horas a pensar na vida que tenho, a pensar se vale a pena viver esta vida que me persegue a cada minuto e dou mil e uma voltas à minha cabeça questionando-me se deverei viver outra vida se não a que vivo agora.
Hoje cheguei à conclusão que a minha vida, aquela que nunca me abandona, merece mais valor do que aquele que eu lhe atribuo. Porque razão deverei deixar a minha vida ir atrás da tua vida se a tua só me prejudica? Sinceramente, hoje apercebi-me que não preciso de ti para que a minha vida corra lindamente, e ainda bem. Cansei de te guardar em mim, cansei de te transportar e hoje libertei-me dessas tuas garras que tanto me aliciavam. Por isso, hoje estou bem, e a minha vida também. Hoje estou bem por não te ter, hoje a minha vida está feliz por não ser vivida por ti.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

infância


E tu, não gostavas de ser criança outra vez?

domingo, 2 de agosto de 2009

saber sonhar sabendo voar


Nunca saberás o que é a pobreza. Nunca necessitarás de recorrer aos actos mais obscuros para possuíres o que sonhaste desde a tua infância nem sentirás o calor do solo nos teus pés, queimando e deixando-os imundos.
Alias, tu não sabes o que é sonhar. Os teus sonhos estão repletos de futilidades e raparigas bailarinas dançando só para ti numa discoteca, com aquelas roupas escaldantes que te excitam. Se sonhas, tens. Se tens, não são sonhos. Sonhar é entrar no mundo quase impossível de alcançar, sonhar é voar alto e esquecer o que existe na terra. É desejar e não ter, é querer alcançar e não poder.
Um dia apresento-te o menino que conheci na rua, chama-se Rafael. Sabes, o Rafael nunca saiu do mundo da rua, nunca sentiu um banho de água quente nem tão pouco umas botas para a chuva. Rafael anda descalço na rua, estendendo a mão a todos os habitantes pedindo esmola para conseguir alimentar o seu estômago que faz ruído a toda a hora. Por vezes encontra uns chinelos no canto da rua, quando as pessoas se cansam de os usar e encostam, como quem encosta um saco do lixo depois de lá depositar os restos de um jantar. Um dia encontrou umas sapatilhas e uma bola de futebol; os seus olhos até cintilavam de alegria. A casa do Rafael – se é que lhe posso chamar casa – fica nos subúrbios da cidade, juntamente com os restantes sobreviventes daquela má vida. Rafael aprendeu a guardar para ele os seus próprios sonhos e por isso nunca soube lutar para os concretizar. Rascunha os seus papeis com um lápis encontrado no chão e vai escrevendo, escrevendo, escrevendo tudo o que sonha, como se os papeis o ouvissem e pudessem realizar cada letra desenhada. Fiz-me passar pelos seus papeis e, escavando as folhas, fui descobrindo cada palavra lá escondida por entre lágrimas derramadas. O sonho, o verdadeiro sonho do Rafael é sair da rua, é ter a sua própria vida. O seu sonho é ter uma casa para ele e para a sua mãe. O Rafael não conhece nem metade das marcas de roupa, sapatilhas e afins que tu usas diariamente, o Rafael desconhece as novas tecnologias e o cheiro dos perfumes. Por isso, não sonha com coisas tão supérfluas como estas. Os sonhos são criados pela magia, embrulhados pela fantasia e decorados pela alegria. E alegria não significa bens materiais, há algo que distingue o Rafael de um menino como tu. O Rafael é feliz, é feliz porque já conhece meio mundo e, independentemente do pouco que tem, do sitio onde vive, tem a mãe ao lado dele, tem o carinho e recebe o beijinho de boa noite sempre que o sono desperta. Apesar do pouco que sempre teve, nunca se influenciou pela má vida da rua. Os actos obscuros nunca o aliciaram e por isso o pequenino Rafael moldou-se às melhores qualidades, qualidades essas que provavelmente nunca as conhecerás.
O Rafael tem força de viver, coragem para enfrentar todos os perigos e o seu único sonho, aquele que o faz conhecer o branco das nuvens, o azul clarinho do céu e o único que o faz dialogar com os passarinhos, é habitar num mundo melhor.

terça-feira, 28 de julho de 2009

do it do it do it


Baby we can do it, we can do it all night, put your body right in to it and we doing alright (...)

(sólo quiero una bebida más por favor ~~)

domingo, 26 de julho de 2009

faceta de adolescente


Já não sinto aquele aperto no coração por não te ter. Não sinto necessidade de te encontrar e dizer que tenho saudades tuas. Tenho saudades tuas, mas sei lidar muito bem com elas, não sou nenhuma louca apaixonada e não preciso de outras pessoas para fingir que não tenho saudades tuas, como tu o fazes. E se eu tenho saudades é sinal de que o que vivemos juntos tem realmente valor, que não passaram de aventuras de poucas horas nem tão pouco mais ou menos.
Somos adolescentes, por isso somos inconstantes. Somos adolescentes, por isso são mais as vezes que agimos sem pensar do que as que pensamos antes de agir. Somos adolescentes, por isso oferecemo-nos facilmente a outro alguém. Somos adolescentes, por isso magoamos constantemente sem nos apercebermos de tal. Tanto eu como tu não temos consciência do que fazemos, pelo simples facto de sermos adolescentes. Esta faceta que ambos vestimos tem tanto de cruel quanto tem de bondade. Assim como tu personalizaste esse teu traje, eu personalizei o meu e aqui já depende do coração de cada um escolher as suas características, somos ambos adolescentes mas somos ambos independentes. E tu não olhaste para esse teu cantinho do lado esquerdo, preferiste fazer de conta que te esqueceste dele no armário enquanto vestias essa tua vestimenta de adolescente. Vagueias com a tua roupa farpada mas já nem te importas. Partiste e deixaste o armário fechado com o lado esquerdo da tua roupa lá dentro e julgo eu que irá permanecer lá por algum tempo. É certo e sabido que eu já nada tenho que opinar sobre as tuas escolhas, mas podias pensar um bocadinho e lembrares-te que nem todas as pessoas se esquecem dos seus corações como tu te esqueces, que as pessoas têm sentimentos e não os substituem tão rápido como tu os substituis e por isso as pessoas sofrem, sofrem por sentirem. Tu não sofres porque não sabes sentir, preferes fazer de conta que sentes enquanto já nem coração possuis.
Daqui a algum tempo, quando voltares e decidires abrir esse armário – que provavelmente estará repleto de pó – repara na peça de roupa que lá deixaste perdida, segura-a com cuidado e promete-lhe que irás vesti-la todos os dias - como aquele relógio que usas diariamente e nunca te esqueces dele, porque simplesmente é daqueles amuletos que te transmitem alguma sorte. A partir daí, tenta agir mais com o coração e menos com a cabeça, verás quem cuidou melhor dessa tua vestimenta antes de partires.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

better together



"I believe in memories they look so pretty when I sleep, and when I wake up you look so pretty sleeping next to me, but there is not enough time, and there is no song I could sing, and there is no combination of words I could say, but I will still tell you one thing:
it's always better when we're together"

domingo, 19 de julho de 2009

probabilidades sem dignidade



Só demonstraste falta de carácter, falta de personalidade, falta de civismo. Demonstraste não merecer o respeito que eu, um dia, te ofereci de mão beijada, sem esperar que me retribuísses. Talvez tivesse que esperar que me oferecesses, ou talvez não deveria ter-te oferecido tão facilmente esse respeito ou talvez… um jogo de não sei quê das probabilidades.
Estudei muito bem cada bolinha azul que poderia sair da caixa das probabilidades por isso qualquer uma jamais me deixaria surpreendida. Talvez magoada, talvez sofrida, talvez frustrada.
Não és santo, não rezas todas as noites nem és pessoa de nunca fazer mal a outro alguém, nem te julgo por isso pois tudo o que é Homem erra, tudo o que é Homem magoa. E, no meio de tantas probabilidades – para meu mal, ora não seria isso de esperar – calhou-me logo aquela bolinha azul do teu destino. Lamento conjugar-te assim, conjugar as minhas e as tuas coisas separadamente como se nunca fossem nossas. E se a vida te levou por esse destino, eu só rezo que mais tarde batas com a cabeça na parede e percebas que nem sempre é correcto seguir o que é suposto seguirmos, mas sim o que sentimos. Perdeste a coragem que tinhas, perdeste tudo por não assumires os teus actos, perdeste o meu valor por ti e pelo teu boneco. Tudo o que é Homem perdoa, pois tudo o que é Homem tem sentimentos. E se eu algum dia te perdoar, valoriza a minha atitude, valoriza o facto de eu, ao contrário de ti e do teu actual boneco de peluche, ter a dignidade (aprende esta palavra, não a deves conhecer) de olhar para todo o sentimento que me envolveu, de olhar para o meu coração, para o teu coração e dizer “sim, eu perdoo. Mas só porque me quero sentir bem comigo própria”.
Não mereces o que te ofereci, mas não penses que não mereces pelo que fizeste. Não mereces pelo que não fizeste depois desses teus actos, o que é ligeiramente (ou até, completamente) diferente, como queiras. Não me vendas os olhos só para eu não retirar aquela bolinha azul que tu tanto desejavas, já as conheço e, por isso, qualquer uma delas me deixava “na maior”. Porque o que conta não é o que a bolinha azul diz para tu fazeres, conta o que tu decides fazer depois de seguires as pegadas dessa bolinha.
Espero que um dia esse boneco de peluche se encha de pó e que possa sofrer o que eu sofri por ti. A partir de agora, tu e o teu boneco de peluche podem viver felizes para sempre e sabes que mais, meu amor? Serei tão ao mais feliz que tu, só pelo facto de saber lidar com os meus sentimentos, de não os esconder e fingir que são outros. Tu de príncipe já nada tens – tornaste-te num boneco de peluche igual ao que possuis agora, que para mim significa apenas lixo - eu continuo uma mulher com coroa, continuo princesa e não preciso de príncipes como tu para saber sorrir.

Não retires a próxima bola azul tarde demais.

domingo, 12 de julho de 2009

vacaciones


Camping & friends (...) Até dia 18!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

three + two


"No matter what you say about love, I keep coming back for more, keep my hand in the fire, sooner or later I get what I'm asking for (...) you're still a part of everything I do, you're on my heart just like a tattoo."

Senta-te aqui, vou-te contar uma história. Não a definas como ‘lamechas’, promete-me que não adormecerás e que irás fixar cada frase que eu te contarei ao ouvido.
Sabes, tenho ainda presente em mim aquela tua chegada de comboio. Sinto ainda aquele turbilhão de emoções, aquele friozinho e arrepio de pele. Ouço ainda a chegada das carruagens e o esvoaçar das folhas estaladiças e características da estação do ano em que nos encontrávamos. Imagino que te vejo agora com o teu andar desajeitado e as tuas calças descaídas que me irritavam constantemente, o teu vício de olhar para as horas no teu relógio e a seguir avançares no leitor de música que te acompanhava em todas as viagens. Observo-te a caminhares em minha direcção e como provocas (ou provocavas) um acelerar do meu batimento cardíaco. Sabes, talvez nunca tivesse tempo para te dizer que, independentemente das muitas vezes que eu já estivera contigo, não existiu uma única vez em que o meu coração não batesse mais veloz quando te observava. Sim, porque eu deixei de te ver com os meus próprios olhos e passei a ver-te com o coração e todas as palavras foram proferidas pelo coração. Sempre senti o desejo de te beijar à primeira vez que te visse, o meu mal foi controlar demasiado os meus impulsos. Admiro a espontaneidade e ao mesmo tempo só queria deixá-la de parte, era demasiado contraditória nos meus actos. Por isso controlei o desejo de te beijar quando te aproximaste e senti aquele arrepio na espinha só de te ver novamente. A tua voz jamais esquecida permaneceu no meu ouvido durante vários dias. Era como se a ouvisse a cada comboio que passava ao meu lado quando passeava pela estação, na esperança que fosses tu uma das pessoas que saíra de lá carregado com as suas bagagens e apressado para chegar o mais rápido possível aos seus próximos.
Tenho saudades dos nossos tempos, os tempos em que nos envolvíamos perdidamente como se não existisse o amanhã. Tenho saudades de te observar ao longe e saber que é comigo com quem vais ficar o resto do dia e que é em minha direcção que caminhas. Tenho saudades de te ouvir a contar as histórias da tua vida e de te ver sorrir a cada palavra minha.
Não sei se algum dia tu saberás o quanto me marcaste, que o teu nome ficou gravado no meu corpo como uma tatuagem e só tu me podes controlar com as tuas garras. Mas também perdi o interesse de saber, assim como tu perdeste o interesse nas nossas vivências. Assim como tu definiste as tuas regras do jogo eu defini as minhas, assim como cada um de nós delineou o seu percurso de vida. Sinceramente, sempre fugimos à regra. Sempre fomos a excepção em todos os jogos que nos aliciavam, sempre quebrámos regras e leis estipuladas. Mas a nossa meta apareceu mais cedo do que nós esperávamos e era praticamente impossível modificar a lei que se apresentava à nossa frente. Algum dia chegaríamos ao nosso limite, é verdade. Assim como não existia uma regra que pudesse ser aplicada a ambos, assim como nos perdemos em todas as complicações criadas entre nós.
Desejo voltar a desvendar cada mistério teu, desejo possuir-te novamente e saber que apenas eu poderei percorrer as minhas mãos por todo o teu corpo, desejo envolver-me novamente nos teus braços e sentir que me proteges a cada nascer do sol. Nunca te revelei certos segredos relacionados contigo mas talvez seja este o momento mais oportuno. Todas as noites apareces ao meu lado, como se os nossos tempos voltassem, voltassem fácil demais. E todas as noites imagino-te a sair daquele comboio com os teus olhos a cintilarem e com a brisa a bater-me na cara envolvida com o teu perfume característico. Todos os dias te sinto comigo pois todos os dias continuo disposta a entregar-te o meu coração. E se algum dia duvidares que eu fui completamente tua, peço-te para te lembrares da nossa cumplicidade, das nossas cartas trocadas quando éramos inocentes e não esperávamos o que nos iria acontecer no futuro. Quando a nossa compatibilidade era a perfeita e ninguém nos destruía. Talvez fossemos demasiado compatíveis e costuma-se dizer que tudo o que é em exagero perde o seu devido valor. Como sempre fomos a excepção, o lema de “os opostos atraem-se” nunca se adoptou à nossa história.
Permaneço com mil e uma dúvidas na minha mente, não sei se sou eu quem continua a ser a dona do teu coração e se já ultrapassaste o obstáculo que se atravessou à tua frente. Não sei se me desejas da mesma forma que sempre me desejaste.
Gostava tanto que o amor ganhasse asas e voasse, voasse como uma andorinha: desaparecia da mesma forma como aparecia, rápido e fácil. Como as andorinhas que escolhem o seu refúgio e os seus locais de convívio, eu gostava que um dia o amor escolhesse os corações que quisesse amar. Mas talvez seja esta a característica principal do amor e talvez seja isto mesmo que apimenta a paixão.
Por agora não entres no comboio, fica ao meu lado mais uma noite e vamos voltar aos nossos tempos, vamos envolver-nos nesta paixão que sempre nos perseguiu, vamos esquecer o que é suposto fazer e fazer o que é suposto sentirmos. Pela primeira vez, vamos seguir ambos a mesma regra: “o sentimento vence tudo”.