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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Percebe-me

Compreender é muito mais do que perceber através dos sentidos. É mais profundo, mais escondido e é, provavelmente, a descoberta do dark side da alma. Compreender é conhecer o outro lado sem ver, sem tocar, sem falar. É saber o que não é preciso ser dito e perceber que, na maior parte das situações da nossa vida, mais vale um olhar do que uma palavra, uma percepção dos sentidos sem usufruir deles, uma capacidade de transmitir segurança e tranquilidade como se duas almas vivessem num corpo só. Compreender, para além de incluir algo dentro de nós, é ter algo que saiba estar incluído sem requerer por simplesmente saber que aqui pertence.
Se me perguntarem se percebo o que me rodeia, a minha resposta será única e exclusivamente afirmativa; caso me perguntem se me compreendo, aí o caso já muda de figura. Nem sempre é fácil compreendermo-nos. Para além de ser um acto divino dos outros e digno de respeito, é árdua e, por vezes, ineficaz esta tentativa de nos compreendermos todos os dias. Eu sou apologista de que só fazemos o que queremos, que nenhum ser é obrigado a agir de determinada forma se assim não lhe apetece. E tenho dias que não me apetece compreender. Típica atitude portuguesa de uma preguiçosa que não lhe apetece pensar. Compreender-se sozinho é ser atormentado. Não há nada melhor do que ter a nossa mão apertada de alguém que nos sabe compreender exactamente no momento em que não nos apetece pensar para percebermos. Alguém. O único alguém que sofre para tentar entender.
Por isso, eu prefiro que me percebas todos os dias em vez de carregares aos ombros este fardo que tanto pesa a consciência, tanto cansa a alma e tanto sentimento precisa.

sábado, 10 de julho de 2010

Saber falar, pensar, escolher

"Ask most people what they want out of life and the answer is simple - to be happy. Maybe it's this expectation though of wanting to be happy that just keeps us from ever getting there. Maybe the more we try to will ourselves to state's of bliss, the more confused we get - to the point where we don't recognize ourselves. Instead we just keep smiling - trying to be the happy people we wish we were. Until it eventually hits us, it's been there all along. Not in our dreams or our hopes but in the known, the comfortable, the familiar."


Esta vida aqui na Terra não é fácil, principalmente porque não se sabe viver. Vivemos em busca de eternas felicidades, sonhos realizados e facilidades, mesmo que para tal tenhamos que mergulhar na ilusão e na irrealidade. Pensamos pouco e, por isso, usamos as palavras mais fáceis e comuns para expressar tudo aquilo que nos vai na alma, nem que tenhamos que inventar assim só um bocadinho para parecer belo e profundo, terno e imortal, delicado e sentido. E soltamos um sorriso, enquanto pensamos que somos, de facto, muito bons em conquistar o coração dos outros! Regemo-nos pela lei do menor esforço, gastamos o nosso vocabulário e temos medo de enfrentar mudanças. Choramos demasiado aquilo que não temos em vez de apreciar o pouco que nos resta e desfrutamos pouco daquilo que temos porque pensamos que falta sempre qualquer coisa… vivemos em busca da perfeição e somos os seres mais imperfeitos de toda a história da Vida. Queremos ser felizes, para sempre. Acreditamos na eterna felicidade porque aquele ou aquela nos conquistaram o coração com doces palavras e carinhosos actos, mesmo que tenham sido os mais banais. Já que queremos tanto atingir a perfeição, podíamos todos parar uns segundos antes de falar e pensar antes de agir. O problema nem sempre está naquilo que se diz, está nas palavras que se utiliza e na forma como se expressa. A má interpretação afecta-nos a todos e é sempre mais fácil escolher o caminho mais próximo para descodificar o que está por detrás de olhares, palavras e sentimentos e eliminamos imediatamente todas as outras opções. A felicidade está ao alcance de cada um que saiba aproveitar o que tem em mão, que saiba parar e pensar na sua vida, que saiba aceitar as mudanças e os obstáculos que tem que enfrentar, que saiba acima de tudo escolher o dia certo, a hora certa e o coração perfeito.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Escuridão

O seu dia jamais foi o mesmo. Debruçou-se no parapeito da janela observando o horizonte ao longe, sentindo a brisa despenteando-lhes os seus sedosos cabelos e respirando lentamente. Encostou a sua cabeça ao vidro escutando o som do seu local que na verdade… era um profundo silêncio. As suas mãos tremiam, o seu corpo fraquejava e o seu olhar tornara-se mais tristonho à medida que observavam o que se deparava em seu redor. A sua cidade jamais apresentara o mesmo brilho, a mesma alegria e as mesmas cores. O silêncio incomodara-lhe e o vazio fazia-se sentir na sua alma. A sua música não soava à mesma melodia e cada palavra que a constituía era uma lágrima que derramava pelo seu rosto.
A sua vida jamais foi a mesma a partir do diferente dia se deparou diante dele. E a sua alma, essa que em águas passadas era preenchida pelo brilho, pela alegria e pela cor de outrem, tornou-se negra, inalcançável e dotada de alguma desilusão. Entretanto a noite nasce e ele debruça-se no parapeito à espera de encontrar o seu brilho numa estrela se não aquela que lhe roubou o seu próprio brilho.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Orgulho, crença na perfeição


O defeito é sempre dos outros. Nós? Ter culpa de alguma coisa? Nunca na vida! Somos perfeitos. Somos absolutamente ridículos nesta crença na perfeição.
Somos preguiçosos, típico português. Cansa pensar e tentar perceber onde nós falhámos, o que nos obriga imediatamente a traçar de novo todo o caminho que percorremos para chegar onde queríamos; enquanto que o outro é sempre mais fácil ser o culpado, o terrível, o defeituoso. O que nos rodeia está sempre sujeito às mudanças que implementamos e já que somos perfeitos, os outros que se adaptem as nossas mudanças porque, na verdade, não cometemos qualquer tipo de falha. Concentramo-nos nos nossos interesses, ambições e desejos profundos e nem reparamos no terreno que pisamos, as fissuras que atravessamos e os seres indefesos e justos que calcamos para chegar exactamente onde pretendemos chegar. E se pelo caminho errarmos, pensamos sempre o contrário: a nossa opinião corresponde à verdade, a dos outros é que não. Custa sempre um bocadinho encostar mágoas e rancores e admitir nem que seja uma pitada de culpa, esse juízo falso que nos atormenta todos os dias das nossas vidas. Custa sempre bater com a cabeça na parede e observar que afinal a culpa foi nossa pois isso irá pesar-nos a consciência, causar insónias e provocar tristezas.
Esta altivez que consumimos diariamente, quando exagerada, destrói-nos como seres humanos, torna-nos soberbos.
Quando se erra algo todos se lembram, difícil é lembrar todas as vezes em que acertamos.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

construção planeada

"Não importa o quanto uma coisa nos magoa. Às vezes, deixá-la dói ainda mais."

Momentos filosóficos da minha vida que me obrigam a pensar sobre o que realmente construiu o meu passado. Fases inexactas dotadas de alguma dúvida e desilusão que se transformou em crescimento. Pensamentos recriados através de erros que me preenchiam por completo. Dores profundas que afligiam a minha alma e arrependimentos sistemáticos que me perseguiam. Mágoas, desgostos, infelicidades… e é por detrás destes olhares enevoados que desenho com muito cuidado cada letra das minhas palavras para que não fira susceptibilidades. Negros tempos que se tornaram em grandes momentos, momentos de auto-conhecimento e evolução. Pois não importa o tamanho da dor que isso me causou, não importam os inúmeros dias que me afugentei se todo esse percurso foi forma de aprender comigo mesma. Aliás, doía mais sempre que te largava…

segunda-feira, 29 de março de 2010

palavras em actos

“As lágrimas de nada servem, porque é impossível lavar uma alma ferida para sempre, como a daqueles que te amam. E as minhas palavras, que há tanto tempo procuram encontrar no mundo um sentido e uma razão para a existência, rebentam-me nas mãos como bola de sabão e fico aqui sentada, olhando o mar que tanto me inspira, com uma vontade infantil e absurda de o castigar e destruir, descobrindo o ralo do mundo e por ele escoar toda a água que te levou. Ser escritor é só isto: tocar em quem não conhece com uma varinha de condão, mesmo sem ser fada milagreira. Sou mais parecida com a Oriana, a quem cortaram as asas para que soubesse o quanto custa pisar as pedras do mundo. Espero e desejo que as palavras que aqui te deixo, com o olhar enevoado por tudo o que te escrevo, sejam uma das muitas formas de te dizer que aqueles que te amam nunca te esquecem. O mundo será sempre dos mais fortes, dos que lutam, dos que salvam os outros e que, com a sua grandeza, ajudam a construir um mundo melhor.

Se os actos fossem tão justos quanto às palavras que os correspondem, realmente este mundo seria bem melhor. As palavras servem para afugentar mágoas, enterrar passados, esquecer dúvidas e libertar almas. Serve para nos apimentar nesta aventura da escrita que é, de facto, uma forma de conhecermos um novo mundo, uma nova forma de pensar, uma maneira de conhecer a nossa mente e libertar o nosso espírito. As palavras ditas, por vezes, de nada servem. São cruéis, frias e injustas. Mas sabe bem usar as palavras, seja o modo em como as usamos. Vamos escondendo um bocadinho de nós, um bocadinho do que sentimos para não sentirmos falta, porque os actos, esses, são bem mais difíceis de realizar. O que custa mandar uma palavra da boca para fora? Nada, absolutamente nada. Manipulamos como quisermos as nossas letras e as nossas transcrições de pensamentos porque esses, os pensamentos, não os podem alterar.
Um dia gostava de ser a dona das palavras do Mundo. Metamorfoseava os pensamentos em palavras, as palavras em sentimentos e os sentimentos em actos. Talvez assim me tornasse numa das mais fortes que lutam, que salvam os outros e ajudasse a construir um mundo melhor.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

pensa comigo

Eu podia deixar que me mudasses. Podia se o quisesse, pois, segundo os meus ideais só deixamos que algo aconteça se quisermos isso mesmo. E eu chego à conclusão que não podes fazer o que sempre pretendeste porque eu não o quero. Simples, não é? Palavras tão simples que um burro indecente e inconsciente como tu não é capaz de as metamorfosear em realidades.
Pensa comigo, faz um esforço. Eu poderia muito bem agarrar-te na minha mão, prender-te aqui, controlar os teus impulsos e alterar os teus sentidos; deixar-te cego de amores por mim e desejar-te todos os dias. Mas não o queres, logo, eu não o poderei fazer, respeitando-te. nem eu o quero pois nunca senti necessidade para tal. Assim como nunca na vida me conseguirás ter na mão, pelo simples facto de o meu desejo e objectivo não ser esse. Se bem me conheces – e eu acho que o tempo que vivenciamos te serviu para isso – já deverias saber, é a tua obrigação, que eu não sou entulho, muito menos tenho por habito andar a saltitar de mão em mão, de pedaço em pedaço, de alma em alma. A tua alma nunca me pertenceu verdadeiramente, daí a minha falta de vontade de te agarrar e de conquistar.
Não sei se me percebes mas, meu caro, eu gosto demasiado da minha vida para me importar com problemas destes. Gosto demasiado da minha paz para deixar que as mãos de outrem me desmoronem. Eu podia deixar que me mudasses, e tu podias deixar que eu te mudasse. Mas a vida não funciona assim e nós, como seres humanos, seguimos os rituais estipulados já pelos antigos e sábios que defendiam sempre que cada um faz o que quer e o que está ao seu alcance. E nós nunca estivemos ao alcance um do outro, assim como cada um define as suas mudanças – se necessário. 
Pensa comigo, larga as tuas complicações e encara todo este percurso como uma passagem de alguma importância para a tua formação, como que um conhecedor dos teus erros, dos teus impulsos e dos teus sentimentos. Quando agarrares alguém, como eu agarrei, quando pertenceres a alguém, como eu pertenci, verás que o que pintas nem sempre é o que se realiza.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

percepção

Eu não sou ninguém. Tu não és ninguém. Nos alimentamos as nossas vidas de sonhos e prazeres e acabamos com ela através dos nossos vícios e loucuras. No Mundo ninguém é ninguém porque ninguém sabe ser. Esta percepção de vida que me leva a filosofar de vez em quando àcerca do que realmente somos e… chego à conclusão que não somos nada. Na verdade, para quê sermos médicos se acabamos exactamente da mesma forma que o drogado da rua de cima?
O interesse da nossa sociedade é gloriar o seu próprio nome para que não caia no esquecimento quando o negro o levar. E metade da nossa sociedade preocupa-se mais em gloriar o nome do que em gloriar a sua própria vida e isso… isso é não saber ser, é não saber viver.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

factos

(Desabafo pessoal)

Este mundo intriga-me. Este mundo e o outro. Não é que dê importância, mas em certas alturas particulares páro, reflicto e chego à conclusão que vivemos numa sociedade de merda.
Se há coisa que não entra nesta miniatura deste cérebro é a falta de respeito. Esta gente que se sente superior pelas suas grandiosas palavras que resume-se a tudo dito da boca para fora, pois basta virar costas e a má linga vem logo ao barulho. Mas será que todos os dias se vai continuar a comentar a vida dos outros ou será que vai chegar o dia em que cada um meta o nariz na sua própria história? Não é que me incomode muito o facto de se comentar isto ou aquilo, não me aquece nem me arrefece pois tudo o que vem de muito baixo não me afecta minimamente e é sinal que ocupo um grandioso espaço na vida de outrem. O que me intriga, o que me deixa realmente de queixo caído no chão são as faltas de respeito que se sucedem às confianças quebradas. Sinceramente, este mundo anda mesmo ao contrário. E disto, eu tenho é pena, por ver pessoas que juraram aquilo que não o são.E atenção, isto é apenas uma opinião, coisa que deve ser respeitada assim como todas que possam existir neste mundo!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

torna-te alguém

Doce, meu doce. Pus-me a pensar na tua vida.
Onde andas? Farto-me de te procurar, todos os dias e não apareces. Publiquei no último jornal uma fotografia tua com o meu contacto e nem uma chamada recebida. Que andas a fazer da tua vida? Aposto que continuas a frequentar aqueles locais bizarros onde o vosso alimento é o pó branco que trocais por entre vossos segredos – segredos que na realidade já não o são. Esqueceste-te que sempre fui a mulher da tua vida, que te conheço da ponta dos cabelos à ponta dos pés, passando pelas tuas características psicológicas profundamente sabidas na ponta da língua e acabando no descrever detalhado do teu quotidiano. Por isso, ninguém melhor que eu para saber o sitio para onde vais mal me viras as costas ou então que sentimentos vagueiam pela tua alma nas nossas trocas de olhares, sem usufruirmos de vocábulos que expressem estas mesmas emoções. Onde anda a tua doçura e as tuas delicadas palavras? Perdes-te por caminhos obscuros, segues os passos de quem não deves e todos os dias, sem excepção aos feriados e fins-de-semana, vais destruindo um pouco de ti. Vais acabar cedo, quem te avisa teu amigo é. E julgo eu que não quererás substituir a vida da Terra pela vida de lá cima – se bem que há muito que poderia mudar cá em baixo. Caso acabes lá em cima, espero que te levem por um trajecto profundamente azul e pacífico, não escolhas o terrível e o encarnado futuro que esse, aí, só piorará aquilo em que te tornaste agora.
Não te vejo, mas como vês sei o que fazes, sei por onde andas. Sei porque sinto-o. E eu sinto tudo muito à flor da pele e não preciso de almas penosas que me venham relatar a vida daqueles que mais me são próximos só porque os viram na rua na noite do fim-de-semana passado, assim como não houve ninguém que me contasse os teus recentes mafiosos actos.
A vida está a chamar por ti, não a coloques de lado porque vida só há uma; acabas com esta e nenhuma mais te irá ressuscitar. Meu doce, volta para o teu bom coração, larga esses maus vícios. Queres mais provas do que as minhas de que os vícios são fáceis de se largar? É como tudo na vida, basta querer. Por isso agarra a vida e larga o que não lhe pertence, larga o que não lhe faz parte para a sua sobrevivência. Purifica-te. Torna-te num exemplo para a nossa sociedade, de que não é tão difícil fugir ao negro que se atravessa à nossa frente do que parece. Como em tudo na vida, é só querer.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

pequenos devaneios

No outro dia perguntaram-me como é que eu consigo agir tão naturalmente quando algo se atravessa à minha frente. E mais, como é que eu nunca consigo guardar ódio por alguém que me feriu. É simples. Guardo sempre muito respeito por quem deixou marcas na minha vida. E por muito que aconteça, não consigo largar essa consideração e esse apreço que sinto pelas mesmas. Está em mim e eu, em tudo o que faço na minha vida, não deixo de transparecer a minha personalidade e o meu carisma. Não consigo deixar de ser eu mesma em tudo o que faço. Sinto-me mal quando sei que a pessoa que melhor me conhece – ou é uma das – passa por mim e nem um olhar, nem um sorriso, nem uma palavra surja. Somos novos, temos mais com que nos preocupar do que com zangas absurdas de uma adolescência complexa, porque todos nós temos a mania de a tornar como tal.
Aliás, se todas as pessoas guardassem respeito por cada pessoa que já tiveram conhecido, o Mundo seria bem melhor. Ou estarei errada?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

lá pro dia 31 de Dezembro...


Cada vez me considero mais estranha. Não gosto nada do último dia do ano, tremo por todos os lados quando penso no que devo fazer especialmente no último dia do ano. Não sei se devo recordar momentos, condecorar pessoas, agradecer aos fiéis ou (re)voltar aos que partiram. Nunca sei o que devo fazer e é a altura em que me sinto mais insegura, que me sinto sem certezas – e as certezas raramente me falham!
Ainda ontem o meu irmão mais velho, o sabidolas da família lá por ser trintão, me perguntou onde eu ia na passagem de ano, com quem ia estar e se voltei a falar com quem não devia. As palavras escaparam-me para lhe responder, fugiram-me como a manteiga que escapa por entre os dedos. Eu até gosto da noite de passagem de ano, divirto-me imenso mas… o dia, o dia intriga-me! Até quero ver como vai ser o meu próximo dia 31 de Dezembro, se vou passar o dia a resmungar com tudo o que me aparece à frente porque nada me agrada ou se vou estar consoladinha em frente à lareira a aquecer os pés e a celebrar o ano que vivi. Espero para ver!

domingo, 27 de dezembro de 2009

apostar no triunfo


Cheguei à conclusão que a vida construída à minha maneira corre-me às mil maravilhas, que não preciso de ninguém para decidir para que lado devo virar ou se devo voltar atrás – embora por vezes seja bom que surja outra opinião se não aquela que formulo e quando preciso dela, não falha – pois ultimamente tenho acertado em todos os alvos que se atravessam à minha frente, vou pontuando em cada escolha tomada e objectivo definido. Se, afinal de contas, me focar no que ficou para trás nunca verei o que está à minha frente, então prefiro abandonar todo o mal que me fizeram sentir e encarar o bem que nestes últimos tempos me tentam oferecer de mão beijada. Como aquele respeito e boa consideração que, um dia, eu ofereci a alguém, a diferença é que neste novo jogo ganha quem dá uma vez que quem recebe sabe bem tratar o que tem em mão.
Hoje aprendi a jogar poker, não faz muito o meu género, mas lá se fez uma tentativa e para principiante não correu assim tão mal. Digamos que é um jogo que até se adequa ao meu dia-a-dia: só apostas quando tens a certeza que vais ganhar esta mão, que ou tens um par de Ases ou um trio de Reis ou um par de qualquer coisa superior ao de alguém, portanto, apostas em algo que sabes que a seguir irá parar à tua mão e aumentas a parada com o objectivo de alcançar mais e melhor, sabendo que, obrigatoriamente, terás de cuidar muito bem o que ganhas. E se cuidas do que ganhas, sais glorioso do jogo. Mas cuidado, às vezes é preciso prestar atenção ao que o nosso adversário aposta, o bluff é muito característico neste jogo e arrisca-se a perder tudo o que se tem.
Mas a vida à minha maneira corre-me às mil maravilhas, isto de saber apostar no que me vem parar às mãos faz-me quebrar regras, ultrapassar limites e destruir leis; às vezes sabe tão bem esquecer barreiras e fugir ao óbvio. Sabe tão bem construir a vida à minha maneira e receber as apostas de quem realmente merece o meu respeito – e isto sim, é saber jogar Poker!

Mudanças, glória & felicidade.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

inconsciência da influência


Somos tão banais, tão influenciados, tão inconstantes, tão … inconscientes! É isso, inconscientes. Adoramos pôr a carroça à frente dos bois e a noite à frente do dia, adoramos começar pelo prato da sobremesa e começar pela gargalhada antes da piada ser lançada ao ar. E é neste clima que vivemos, num clima de constante inconsciência que nos torna banais nestas nossas influências. E em tantas influências esquecemo-nos dos que realmente pintam o céu e o mar da nossa vida de azul e desenham em tons de amarelo os raios de sol quente no nosso dia-a-dia, esquecemo-nos de quem nos trava uma lágrima e a substitui por um ‘secret smile’. Todos passamos pelo mesmo, ora não fosse este o erro mais banal que actualmente se observa. O que se julgava ser cruel, actualmente é banal e, por isso, estes erros já são insignificantes e só interessa o que fazemos depois de cometer estes erros. Se os admitimos, se os corrigimos, se conseguimos passar uma borracha por cima das nuvens pintadas de cinzento no céu azul que outrora tenhamos rascunhado. Nesta época não gosto lá muito de ver nuvens cinzentas no meu céu, já por isso peço-te que as apagues, pois sei que não é isto que desejas. Sei que não és assim, que és capaz de colorir da melhor maneira o meu dia e rasgar-me o maior sorriso apesar dessa inconsciência que te influencia todos os dias.



p.s: voltei do belo campismo com as belas pessoas da minha vida (: *

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

infância


E tu, não gostavas de ser criança outra vez?

domingo, 2 de agosto de 2009

saber sonhar sabendo voar


Nunca saberás o que é a pobreza. Nunca necessitarás de recorrer aos actos mais obscuros para possuíres o que sonhaste desde a tua infância nem sentirás o calor do solo nos teus pés, queimando e deixando-os imundos.
Alias, tu não sabes o que é sonhar. Os teus sonhos estão repletos de futilidades e raparigas bailarinas dançando só para ti numa discoteca, com aquelas roupas escaldantes que te excitam. Se sonhas, tens. Se tens, não são sonhos. Sonhar é entrar no mundo quase impossível de alcançar, sonhar é voar alto e esquecer o que existe na terra. É desejar e não ter, é querer alcançar e não poder.
Um dia apresento-te o menino que conheci na rua, chama-se Rafael. Sabes, o Rafael nunca saiu do mundo da rua, nunca sentiu um banho de água quente nem tão pouco umas botas para a chuva. Rafael anda descalço na rua, estendendo a mão a todos os habitantes pedindo esmola para conseguir alimentar o seu estômago que faz ruído a toda a hora. Por vezes encontra uns chinelos no canto da rua, quando as pessoas se cansam de os usar e encostam, como quem encosta um saco do lixo depois de lá depositar os restos de um jantar. Um dia encontrou umas sapatilhas e uma bola de futebol; os seus olhos até cintilavam de alegria. A casa do Rafael – se é que lhe posso chamar casa – fica nos subúrbios da cidade, juntamente com os restantes sobreviventes daquela má vida. Rafael aprendeu a guardar para ele os seus próprios sonhos e por isso nunca soube lutar para os concretizar. Rascunha os seus papeis com um lápis encontrado no chão e vai escrevendo, escrevendo, escrevendo tudo o que sonha, como se os papeis o ouvissem e pudessem realizar cada letra desenhada. Fiz-me passar pelos seus papeis e, escavando as folhas, fui descobrindo cada palavra lá escondida por entre lágrimas derramadas. O sonho, o verdadeiro sonho do Rafael é sair da rua, é ter a sua própria vida. O seu sonho é ter uma casa para ele e para a sua mãe. O Rafael não conhece nem metade das marcas de roupa, sapatilhas e afins que tu usas diariamente, o Rafael desconhece as novas tecnologias e o cheiro dos perfumes. Por isso, não sonha com coisas tão supérfluas como estas. Os sonhos são criados pela magia, embrulhados pela fantasia e decorados pela alegria. E alegria não significa bens materiais, há algo que distingue o Rafael de um menino como tu. O Rafael é feliz, é feliz porque já conhece meio mundo e, independentemente do pouco que tem, do sitio onde vive, tem a mãe ao lado dele, tem o carinho e recebe o beijinho de boa noite sempre que o sono desperta. Apesar do pouco que sempre teve, nunca se influenciou pela má vida da rua. Os actos obscuros nunca o aliciaram e por isso o pequenino Rafael moldou-se às melhores qualidades, qualidades essas que provavelmente nunca as conhecerás.
O Rafael tem força de viver, coragem para enfrentar todos os perigos e o seu único sonho, aquele que o faz conhecer o branco das nuvens, o azul clarinho do céu e o único que o faz dialogar com os passarinhos, é habitar num mundo melhor.

sábado, 13 de junho de 2009

mais ou menos



Pensa menos em ti, mais nos outros, mais por ti e menos pelos outros.

sábado, 4 de abril de 2009

break even


"What am I suppose to do when the best part of me was always you? What am I suppose to say when I'm all choked up and you're ok?"


As quatro coisas que não voltam para trás: A pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida, e o tempo passado.

terça-feira, 31 de março de 2009

factos


Com o tempo, aprendes que o tempo é tão ou mais precioso do que ouro e que com ele aprendes tanto ou mais que com os teus parentes. Tomas escolhas, defines caminhos e delinea o teu percurso. És dono e senhor do teu próprio tempo, da tua própria vida. Adaptas estilos de vida consoante o que te rodeia e és incessantemente influenciado. Jamais conseguirás fugir a tal. Os seres que diariamente observas tornam-se indiferentes ao teu percurso de vida, no entanto há sempre quem se realce no meio da multidão. És tão crescido que és capaz de distinguir o bem do mal, o necessário do desnecessário, os amigos dos conhecidos. Ao longo da tua vida aprendes que amigos contam-se pelos dedos de uma mão e que conhecidos ultrapassam o número de dedos das duas mãos juntamente com os dois pés. O mais irónico é que só tomas consciência de tal facto quando meio mundo te vira costas e reparas que apenas uma pequena parte permaneceu intacta. Aí sim, és capazes de fazer a distinção entre amigo e conhecido e afastas-te do mundo da ilusão por meros tempos. Todos nós caímos neste erro, sem excepção. Aliás, só crescemos quando aprendemos com os erros, e infelizmente este é o mais banal do nosso quotidiano. Mas lembra-te, sempre que caires observa bem quem te rodeia e aponta num papel o nome dessas pessoas, visto que ainda não memorizaste bem, pois não és capaz de fazer uma caminhada sem cair. Aí pára, reflecte. Olha para o papel e conta o número de vezes que as mesmas pessoas estiveram do teu lado. Agora diz-me, não és muito mais feliz quando sabes que tens sempre um ombro do teu lado, independentemende do sítio ou da hora em que cais? Eu sou, basta olhares para a fotografia.

quarta-feira, 25 de março de 2009

básico

E porquê tanta irritação? Porque descarregas a tua raiva naqueles que mais te apoiam e estão incessantemente do teu lado para te ouvirem e falarem contigo? Porque te afastas sem conhecer o motivo para tal, só pelo facto de teres medo de libertar tudo o que vai dentro de ti?
Eu respondo-te:
Sabes, aprendi uma nova filosofia de vida. Todos nós crescemos, e não crescemos apenas com o passar do tempo, crescemos com os nossos maiores erros. Pois por vezes o tempo passa, e a nossa cabecinha fica cinco degraus atrás na escada (eu sei que me percebes). Eu sinto a necessidade de errar para aprender e crescer. E sabes qual é o meu maior desejo neste momento? Largar tudo, afastar-me, libertar-me destes ares, estas angústias, estas pessoas. Melhor dizendo, estes clones. Sim, porque agora não somos pessoas, somos clones. Anda tudo com a mania de seguir modas, vestir-se como a miúda que apareceu na revista cor-de-rosa desta semana, andar como ela, ir às compras todas as semanas para nunca sair de moda, falar como ela… ai POUPEM-ME! Se há coisa que não suporto é falta de originalidade. Hoje fujo um pouco às regras de vocabulário, mas apetece-me. Não há liberdade para me expressar sobre tal, uma vez que são raras as pessoas que têm o mesmo pensamento que eu. Sabes, ando saturada, cansa veres constantemente as mesmas acções. a minha rotina anda absolutamente avariada das ideias e sinceramente não me preocupo muito. Lá por escrever sobre isto não significa que dê importância a tal – eu sei que a indiferença já é valorar algo e bla bla, I know, e graças a deus sou muito boa nas filosofias – mas, irrita-me. Pensem, de que vos vale serem todas iguais minhas meninas? E vocês, meus meninos, que vos adianta andarem todos com as calças descaídas, botas timberland, casacos da adidas e por aí adiante, eu se fosse a referir todas as marcas que todas as menininhas e menininhos usam não saía daqui nem amanhã! Cresce, aprende uma coisa: a aparência não forma a personalidade; convence-te que quanto mais deres importância a tal, pior personalidade terás. Mas força, continua a viver na ignorância, a vida é tua e tu és dono/a e senhor/a dela.
No futuro, quem irá triunfar sou eu. E sabes porquê? Porque fujo diariamente às futilidades, às aparências, aos materiais que te perseguem constantemente.
Básico, não?