quarta-feira, 3 de junho de 2009

livro da vida


Cada vez mais me desiludo com a minha própria vida; a minha vida que é capaz de atraiçoar os meus desejos, os meus raciocínios e os meus projectos. Consequentemente, me desiludo comigo própria, ora não fosse eu demasiado preocupada com o percurso que a minha vida toma.
Os meus desejos e ambições destroem-se todos os dias em que o sol se põe e a escuridão da noite invade as ruas da cidade, posso eu deduzir que apenas me apetece pensar na vida quando me deito e descanso, quando a minha solidão se torna na minha companhia e a minha escrita toma-se como minha confidente e, sem nunca encontrar resposta para isto, tal só acontece ao fim de cada dia meu. Sendo assim, a reflexão do meu dia passado quando a noite nasce, torna-se na minha maior desilusão. E assim se transforma o meu idealizado quotidiano, visto que raramente acerto nos meus projectos para o dia seguinte.
A minha percepção intelectual, outrora, era capaz de conhecer pela inteligência independentemente dos sentidos; foi reduzindo consoante as minhas vivências e experiências de vida, que se resumiram nos meus maiores desgostos.
Esgotada. A minha vida está esgotada. Não culpo apenas o que me rodeia, os locais que frequento ou as pessoas que me influenciam, mas sim, eu. Eu sou culpada do esgotamento da minha vida, que não soube tomar especial atenção ao seu desenvolvimento. Eu, que não me apercebi que ela estava escasseada de água e que a minha obrigação era regá-la com regularidade, com carinho e transmitir-lhe o melhor de mim. O meu desleixo foi realmente abusador, e daí a minha vida ter decidido trocar-me as voltas e transitou-me para o nível mais complicado do jogo; aquele que nem os mais perspicazes e inteligentes conseguem decifrar. Assim, é impossível acabar o jogo com um nível incompleto – se bem que, se há coisa que não gosto de referir, é que existem coisas impossíveis.
Os raios de sol já trespassam as faixas da minha persiana, é altura de começar um novo dia e tentar concretizar os projectos. Quando a noite nascer, voltarei a contar mais um capítulo do livro que me acompanha diariamente, o livro da vida.

5 comentários:

Anónimo disse...

tens um blog tão bonito Catarina, parabéns (:
e também tens imenso jeito para a escrita ._.
Beijinhos!
- ana coelho.

marianaqueiros disse...

nem és nada linda; nem gosto muito de ti; nem escreves (nada) bem; e nem sequer és alvo do "livro da vida".
I (L) U, catarina (;

P' disse...

Que nunca percas esse livro da vida , por mais desiludida que estejas.

Luisinha disse...

sentimentos escritos! *.*
sim ele ja e taaao escasso e quem o tem dei-ta o fora, oh. *vou seguir-te :) beijinho *

Luisinha disse...

mas eu ja tenho medo disto, o mndo esta cada vez mais vazia, mais morto. :x
es uma querida :) *