Parece que algo me chamou, algo me envolveu, algo me cativou. Adorava que tudo fosse simples como nos mais conhecidos contos, aqueles em que têm um final feliz. (Acho que sinceramente, é o desejo de qualquer um.) Mas como não sou pessoa de entrar em demasiadas ilusões, prefiro limitar-me a olhar para a realidade e a fazer dela a minha própria vida. De que nos vale ficar sentados numa cadeira à espera que o que mais desejamos nos caia nas mãos? E se o 'vosso' maior desejo for parar às mãos de outra pessoa que também o deseja, irão conseguir agarrá-lo outra vez? Todos nós (penso) gostamos de sonhar e de acreditar que um dia, tudo vai ser exactamente igual ao que desenhamos na nossa mente. Somos tão ingénuos que chegamos ao ponto de ficar agarrados de tal forma a esse sonho, que, quando ele não se concretiza, vamos completamente ao fundo do poço e fechámo-nos no nosso quarto, ao qual eu chamo "o nosso Mundo".Fechamo-nos na nossa música, à qual dizemos " a musica da minha vida ". Fechamo-nos nas palavras trocadas, nas conversas sem fim ... Deixamos sempre que o orgulho nos envolva. Achamo-nos tão sentimentalistas e acabamos por ser uns fracassados e não conhecemos nada da Vida. Como é possível acharmo-nos sentimentalistas se ainda nem chegamos a metade do percurso da nossa vida? Se continuarmos assim, o que iremos dizer quando chegarmos à meta e passarmos a fita branca a uma velocidade imensamente reduzida (pois a capacidade de 'correr' já não é como agora) ? Ainda há tanto sentimento por descobrir, por decifrar. O "nosso" mal, o mal de todos os jovens, é basear-se apenas no que conhecem sem darem a oportunidade de o outro divulgar também os seus conhecimentos. Baseamo-nos demasiado no nosso orgulho, e é por isso que muitas vezes, deixamos sempre coisas por dizer/fazer.
Mais tarde (quando já tivermos todos 3 pernas) vamos sentir falta dos momentos "mal vividos" e vamos dar valor aos outros, não pelo mal que fizeram, mas sim por simplesmente tentarem dar tudo deles e por nos transmitirem todos os seus conhecimentos e a nossa estupidez, a nossa alma lhes disse "Não aceito".