Há pedacinhos em mim guardados e tu és o maior de todos eles. Estou preparada para o novo ano de trabalhos, para a nova etapa de descobertas e eu sei que tu me irás acompanhar em todos estes meus momentos.
"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica."
domingo, 7 de outubro de 2012
Pedacinhos de mim
sábado, 26 de maio de 2012
Bom dia, (19)
Bom dia, meu amor.
Acho que hoje acordei inspirada. Um pouco mais que ontem e menos que amanhã, digo-te já. Mas não posso deixar passar ao lado o nosso dia 24, que foi há dois dias atrás, dia em que vivemos juntos, mas atarefados; juntos, mas ocupados; juntos, mas nunca esquecidos; juntos e sempre amados. Ora, isso não é o nosso dia-a-dia? Do you know how lovely you are? Que mesmo apesar das nossas tarefas de saúde misturadas com gestão, mesmo com as nossas poucas horas de sono diárias, mesmo com todas as nossas preocupações, és capaz de me ver todos os dias, de me abraçar e beijar todos os dias. E, diga-se de passagem, que não há um único dia em que não façamos as nossas tão belas e deliciosas caretas que tantos desconhecem, nem há um dia que passe sem te ver, muito menos estar só contigo apenas uma hora! Não, não somos mel, somos chocolate com avelãs, como aqueles que comemos todos os dias enquanto estamos a estudar, sabes? Somos assim, eu o chocolate e tu as avelãs, a combinação perfeita de um eterno amor. Vivemos todos os dias juntos porque felizmente temos oportunidade para tal, porque sei que em 10 minutos a pé me ponho em tua casa e tu na minha e que, por acaso, o autocarro que eu apanho para a faculdade é o mesmo que o teu, e mesmo que apanhemos a horas completamente diferentes (eu pela manhã cedo já antes das 8h e tu pelo fim da tarde), há sempre tempo para nós, ora esses autocarros não parassem logo à minha porta e à tua! Que se lixem os autocarros, só nos interessa o carro e os passeios de carro muito brevemente possíveis, meu excelente condutor. Eu até posso estar toda rota devido às minhas excelentes aulas de investigação, ou aquelas de prática clínica em que me ligas a falar todo fofinho e ouves as vezes das minhas queridas colegas enfermeiras (sim, nós as enfermeiras somos um tanto ou quanto apimentadas, um tanto ou quanto dóceis e sempre disponíveis), mas estou contigo, nem que durma um pouco ao teu lado para, quando acordar, aproveitar o que nos resta do dia. E se durante o dia não houver tempo, temos a noite toda pela frente, temos os serões de jantar já quase rotineiros e os passeios pela noite, nem que seja para apanhar um pouco de ar. Tu até podes estar com uma taquicardia mas eu sei que o meu abraço te acalma. Cada vez tenho mais a certeza de que o nosso caminho é este, eu, futura enfermeira dos meus prematuros e tu, futuro gestor de um hotel, juntos, lado a lado, todos os dias. Porque eu não sei o que seria de mim sem ti, sem ti para organizares o meu dia e planeares os nossos encontros. Porque eu não sei o que seria de mim se não tivesse passado estes 19 meses ao teu lado. Repito, estes belos 19 meses ao teu lado, 570 dias juntos, se calhar nem todos... 560, vá. Porque eu não sei onde estaria neste momento, se a desistir do dom de cuidar, se a preocupar-me com a química. Por isso, só me resta agradecer-te, por estes 19 meses que dizemos sempre que sabe a pouco, realmente o que são 19 meses comparados a uma vida? Porque este sorriso, esta alegria, este conforto, esta dedicação, esta companhia, este lado-a-lado, esta cumplicidade, esta confiança e este amor somos nós, todos os dias. Eu serei o teu eterno amor, tu e o meu. Vou agora acordar-te, bom dia bebé.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Biggest days
"You never know the biggest day of your life is the biggest day. Not until it's happening. You don't recognize the biggest day of your life, not until you're right in the middle of it."
quarta-feira, 18 de abril de 2012
O coração não funciona como um computador
“Penso na mulher em que me tornei, na vida que estou agora a viver, e em como sempre quis ser essa pessoa e viver essa vida, liberta da farsa de fingir ser alguém diferente de mim mesma. Penso em tudo aquilo que passei antes de chegar aqui e pergunto-me se terei sido eu – ou seja, este eu feliz e equilibrado – que puxei o meu outro eu mais jovem, mais confuso e mais lutador para a frente durante todos aqueles anos difíceis. O eu mais jovem era a bolota cheia de potencial, mas era o eu mais velho, o carvalho já existentes, que estava sempre a dizer: Sim, cresce! Muda! Evolui! Vem encontrar-te comigo aqui, onde já tenho uma existência plena e madura! Preciso que cresças dentro de mim!”
(Elizabeth Gilbert – Comer Orar Amar)
Ando a aprender a falar espanhol. Não por opção própria, muito menos pelo desejo de conhecer essa língua que dizem ser tão acessível, mas por saber algo que não sei. Ou por não ter tido outra opção. Ando aqui a pensar por que raio ando eu a aprender a falar espanhol. Não é que seja difícil, mas descobri uma particularidade bastante interessante, que não existe em muitas línguas. O conseguir esconder sentimentos entre as palavras, é que o ritmo é tão exagerado e tão festivo que as palavras não são capazes de transmitir emoções. Não seria tudo mais fácil se conseguíssemos esconder emoções naquele dia maldito? Talvez o destino me tivesse levado para um caminho onde eu, futura profissional numa área que admiro, tivesse que obrigatoriamente esquecer emoções e coloca-las num saquinho á parte, assim ao lado dos medicamentos e do estetoscópio. De vez em quando, lá me dariam oportunidade para os ir espreitar…
Mas, já que a minha consciência não se deixa muito levar por essas questões de obrigatoriedade no destino, deixo-a realmente ser a sua função: consciente. Pensar que, de facto, não são as aulas de espanhol que me ensinam a esconder emoções, são as experiências a que me agarrei que me ensinaram tal. Os hábitos que criei, ou melhor, os hábitos que tive que largar, obrigaram-me a disfarçar a quantidade de sentimentos que inspirava o meu coração.
Há pessoas que não entendem que o coração não funciona como um computador; não se pode formatar e guardar apenas o que se encontra nos meus documentos e descartar os programas que o fazem arrancar. Se o fosse, não existiam tantas mulheres a viver um grande amor nem tantos homens a perdê-lo. Nem a consciência, a tao hábil e poderosa razão, conseguirá dar as voltas ao nosso coração. Sempre ouvi dizer que não interessa tamanha razão que tenhamos, há sempre um dia em que a perdemos e há sempre batalhas que deixámos por conquistar. E a consciência perde a dela, até se esquece de lutar, pensando ela já nem valer a pena. Não esquecer que o cérebro não é nenhum leitor de música; não se pode fazer stop e play quando nos apetece. Fica tudo gravado, às vezes até o pormenor que mais nos incomoda. Por isso, é perfeitamente plausível que de repente nos ocorra uma lembrança, um momento, uma palavra, uma pessoa. É possível recordar diálogos e emoções, ou aquelas emoções que estavam escondidas por trás daquele diálogo.
Talvez terei de guardar as emoções aqui dentro, num cantinho, e lembrar-me delas de vez em quando. A não ser que o meu cérebro as relembre quando lhe apetece, e não a mim. Lamento se não sou assim, uma pedra incandescente que brilha a todo o segundo, feliz da vida. Lamento se o meu cérebro processa demasiado rápido as palavras e me deixa proferi-las e transforma-las em emoções. Que eu seja a emocional, mas que não me deixem guardar apertos no peito que aqui, o meu coração quentinho, já tem que chegue. Já o deixei guardar tudo aquilo que já tive para dizer, que já deixei por dizer, penso que a memória se esteja a esgotar e não há cá disco rígido que compense. Porque agora, mulher que me sinto, tenho a plena consciência de que deixei o meu coração sofrer demasiado, e talvez a minha mente, cansada de tanto pensar. E que não é por agora, neste preciso momento, transmitir tudo o que sinto que o farei de uma forma incorreta; pelo contrário, já poderei ter consciência para pensar um bocadinho antes.
Até que me faz bem relembrar panikes de chocolates, choros de riso e piadas sem qualquer piada; coisas que me aquecem a alma e me fazem, jamais, esconder emoções e guardar orgulhos. Afinal de contas, as aulas de espanhol não me servem de nada. Já não escondo nada.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
You da one
Fica aqui um pequeno registo de que temos sempre tempo para festejar os nossos tão estimados momentos e o nosso eterno amor.
Da tua boneca.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
I'M BACK
Já tinha saudades deixar por aqui alguns retratos. Mas esta vida tem sido atarefada, demasiado até. Por agora vou tendo uma semaninha de férias depois de um árduo semestre concluído e arrumado!
Já tinha saudades de me deixar dormir pela manhã sem sentir a obrigação de algo, de não ter nada com que me preocupar e sentir o cheirinho do almoço a percorrer a casa. Já sentia falta de acordar nas horas em que o sol insiste em atormentar a minha estimada janela e andar de pijama pela casa a ouvir música com todo o tempo do mundo pois, de facto, já não tenho que almoçar em dez minutos nem correr para o autocarro, perdê-lo e ter de correr para o metro, chegar quase sem fôlego à faculdade e ainda ter de correr as salas para saber onde, de facto, será o meu exame.
Eu confesso que funciono bastante melhor sob stress e com 4 horas de sono na cabeça e que quando tenho estes dias livres, o meu cérebro torna-se mais lento e preguiçoso. Mas se eu andasse todos os dias a mil bem que me dava uma coisinha má! Mas esta boa vida não vai durar muito tempo que na próxima semana já comecerei uma nova maratona, desta vez, com mais presenças nas aulas (prometo).
Fica aqui a dica de que estou de volta e a minha vida de Enfermeira está agora mesmo a começar, enquanto que o meu jeitinho de cuidar do meu Peter Pan já começou há muito e irá permanecer.
Almost 16 :)
segunda-feira, 4 de julho de 2011
There is a reason I said I'd be happy alone. It wasnt because I thought I would be happy alone. It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It's easier to be alone. Because what if you learn that you need love? And then you don't have it. What if you like it? And lean on it? What if you shape your life around it? And then it falls apart? Can you even survive that kind of pain? Losing love is like organ damage. It's like dying. The only difference is, death ends. This? It could go on forever.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Desassossego
"Dói-me qualquer sentimento que desconheço; falta-me qualquer argumento não sei sobre o quê; não tenho vontade nos nervos. Estou triste abaixo da consciência. E escrevo estas linhas, realmente mal-notadas, não para dizer isto, nem para dizer qualquer coisa, mas para dar um trabalho à minha desatenção. Vou enchendo lentamente, a traços moles de lápis rombo - que não tenho sentimentalidade para aparar - , o papel branco de embrulho de sanduíches, que me forneceram no café, porque eu não precisava de melhor e qualquer servia, desde que fosse branco. E dou-me por satisfeito." quarta-feira, 22 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
"I believe in the good. I believe that it's been a hell of a year, and I believe that in the face of overwhelming evidence to the contrary, we'll all be okay. I believe a lot of things."
Se eu sou aquilo que sonhei ser, se sou aquilo que planeei ser… talvez o seja, talvez não. Sou uma inconstante nuvem fechada, uma pensativa que até nem gosta muito de fazer planos. E se não gosto de planear, serei aquilo que planeei? Se não me lembro dos meus sonhos, serei aquilo que sonhei?
Nunca sabemos o dia de amanhã nem porque razão estamos neste Mundo, o porquê de termos nascido naquele tremendo dia daquele maldito ano! Logo o ano da pobreza ou o ano da revolta… porque o azar, calha sempre a nós! Nós que temos tanto azar em tudo o que fazemos e insistimos em culpar o que nos rodeia. E se estivermos no meio do nada? A quem iremos atribuir a culpa?
De certo modo, há momentos que me passam ao lado, há coisas que me passam ao lado, mas nunca as pessoas. Eu acredito no respeito que depositei em cada alma que me acompanhou, que perdeu tempo da sua vida para viver um bocadinho a minha, que no seu caminho preferiu ir dar a volta porque era onde eu me encontrava, que me deu algo sem pedir de volta, acredito que pessoas dessas nunca passam ao lado nem nunca serão esquecidas. Sempre me ensinaram a não brincar com as almas, que não deveria manuseá-las, amachucá-las e depositá-las na primeira curva por que passasse. Nem me interessa o que cada alma aprendeu ao longo da sua vida, eu aprendi a guiar-me pelos valores que me transmitiram. Acredito tanto nisso como “I believe that if I eat a tub of butter and no one sees me, then calories don't count.”
Acredito assim naquilo que sou e naquilo que conquistei. Acredito que sou capaz de muito e acredito que, quando as coisas me fogem por outros caminhos os quais eu desconheço, que a culpa foi minha por ter estas mãos de manteiga e esta cabeça desajeitada que deixa escapar oportunidades. Eu acredito que vale a pena sonhar nem que seja para ter outra percepção deste Mundo de loucos onde vivemos e acredito que os sonhos nos ensinam a arriscar na vida. Acredito que não sou a única a pensar que as almas não passam ao lado.
Eu acredito que há oportunidades para tudo, nem que seja para terminar o último diálogo, acabar com o último pacote de leite ou acabar o exercício do dia anterior, antes que todos os nossos dias se acabem, antes que seja preciso usar a capa preta no dia em que nos arrependermos daquilo que deixámos por terminar.
"Like I said, disappearances happen. Pains go phantom. Blood stops running. And people, people fade away. There's more I have to say, so much more. But, I disappeared."
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Há sempre tempo
Eu quero ler e já nem sequer tenho tempo. Quero escrever e quando dou por mim já está perto da hora da caminha que amanhã é um óptimo dia para dar seguimento a esta aventura desnivelada de trabalhos.
Que o tempo nunca nos falte, que os atrapalhos nunca nos incomode e que a vida nunca nos canse, meu eterno amor. Eu podia escrever ínfimos vocábulos desde o início da nossa historia, repetiria inúmeras expressões tão nossas, mas sei que as memórias valem muito mais do simples, discretas e subtis palavras, que essas guardo-as num certo local para o momento certo.
És como eu, eu sou como tu e somos um só. A nossa memória salva-nos desta imensidão de trocadilhos, o nosso amor salva-nos da decadência da vida e tu salvaste-me da melhor das maneiras, fazendo-me guardar cada detalhe que eu poderia até não atribuir qualquer valor. Mas, neste jogo as personagens são outras e a história é bem mais interessante, ora não fossem os detalhes que me fazem orgulhar dia para dia aquilo que construímos. Sempre gostaste de te elevar com essa tua memória pormenorizada e eu sempre gostei de te ficar a ouvir horas e horas sem fim, com aquela sensação de quem estou realmente com a pessoa certa, aquela que me conhece verdadeiramente… conheces esta sensação? Acho que nem valeria a pena colocar-te uma questão destas, deixe-mos isso para nós.
“É preciso encontrar lugar para o amor na nossa vida, é preciso dar-lhe espaço e tempo, é preciso ser humilde e corajoso, não ter medo de investir, e arriscar, mesmo sem nunca saber o que o futuro nos reserva.” E nós temos mais que fazer do que andar a adivinhar, planear e preocupar com o futuro, perderemos apenas alguns minutinhos a realizar uma comédia romântica ao nosso estilo e ao dos outros filmes. E que a vida nos sorria todos os dias e nos proporcione tempo para nós, nem que tenhamos de roubar tempo ao outros, pois para o amor há sempre tempo.
Há sempre tempo e há sempre amor, há sempre força de vontade e há sempre carinhos. Há sempre discussões e tempo para as resolver, há sempre palavras para dizer no momento certo e que não ficam para depois. Há sempre tempo para dizer que te amo todos os dias, assim como este tempinho que eu arranjei agora, escapei do sonho da cama para entrar nos teus sonhos e dar-te um beijinho de boa noite, antes que me falte tempo para isso. Há sempre delicias para viver e amor para oferecer.
Amor somos nós, todos os dias.
sábado, 30 de abril de 2011
Que o seja
"Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras."
E a louca sou eu, no meio destes impreterivelmente loucos. Louca por mim e louca por mais sei lá o quê. Mas que me deixem viver esta loucura antes que termine, antes que o a chama cesse, antes que o sol parta, antes os dias se acabem… antes que a minha vida acabe.
(Marcel Proust - "À procura do tempo perdido")
E a louca sou eu, no meio destes impreterivelmente loucos. Louca por mim e louca por mais sei lá o quê. Mas que me deixem viver esta loucura antes que termine, antes que o a chama cesse, antes que o sol parta, antes os dias se acabem… antes que a minha vida acabe.
Se eu me considero louca pela vida, então deixai-me viver livremente isto que todos os não loucos não sabem. Loucos são aqueles que lutam, que se esfolam para atingir algo para além da sua inconsciência imediata mas que os traz uma felicidade extrema quando observam o topo. Loucos são aqueles que não têm medo de viver a vida com tudo aquilo que esta lhes proporciona e sabe pensar e admitir que a vive sendo louco. Que sejam controversos todos os meus vocábulos, que sejam imperceptíveis e vagos, que sejam aquilo que eu própria sou, louca por todos eles.
Deixa-me ser eu a escolher, eu a iniciar o diálogo e talvez que seja eu a encerrá-lo. Com sorte, deixo-te com uma pitada de felicidade que te fará agarrar a esta minha loucura pela qual não me canso de ter.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Auf Wiedersehen
Finalmente parei de contar os dias. Finalmente acabei de fazer as malas. Finalmente chegou a semana planeada há meses. Espera-nos uma longa viagem turística até ao nosso local, até já!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Já soube
“É assim que te revelas. Nunca sabes o que queres e vives tão perdido nas tuas dúvidas que nem sequer consegues perceber o mal que podes infligir aos outros. Faltam-te generosidade e empatia, bem como aquela qualidade tão rara quanto digna a que os ingleses chamam kindness e que o meu outro amor tem de sobra, sendo esse um dos fundamentos mais sólidos da sua personalidade, e como tal um dos seus mais notáveis encantos…”
Eu não tenho lá muito jeito para lidar com este tipo de coisas, talvez porque nunca me habituei a vivê-las. Uma ou outra de vez em quando, ainda passa, ainda se esquece e ainda se mantém o que é bom de se manter. Mas eu não tenho lá muito jeito para pedir perdão de algo que não cometi, muito menos para implorar que se passe, que se esqueça aquilo que já está esquecido e que… eu já nem me lembro o que me fez perder o jeito para lidar com este tipo de coisas.
Mas eu já soube, já…
domingo, 27 de março de 2011
Não sei
Não sei se hei-de gritar de revolta ou refugiar-me num canto. Se deverei ser excêntrica e superior a tudo ou se me deverei esconder. Se será melhor optar por uma charmosa vestimenta ou um simples par de jeans.
Este Mundo, que tanto me intriga e me revolta, torna-se na maior excentricidade existente, mesmo não possuindo tais objectos de valor mas que, de facto, é de realçar aquilo que os outros poderão ver de nós! Pobres almas, tristes cérebros e dementes corpos que vos tornais naquilo que nunca desejaram ser. Optam pela elegância e feminilidade, complexando o que simples seria tão bonito e agradável. Troquem-me essas máscaras, dispam esses preconceitos e saiam à rua de cara lavada e cabelo amarrado que, aí sim, vos darei valor por serem transparentes a esta sociedade; troquem esses tiques manhosos que tanto vos acompanham no andar, por um simples e único e exclusivo… andar! Será assim tão difícil andar?
Mas se há coisa que é, de facto, gratificante, é a ignorância e completa falta de inteligência que vos persegue todos os dias e vocês, felizes e contentes da vida, acham uma enorme piada a isso. Eu, que até sou uma pessoa assim que se ri de tudo, não me atrevo sequer a lançar um sorriso quando me deparo com tal coisa.
Mas como eu hoje estou a navegar num mar de “não sei quê’s”, prefiro deixar-me levar por esta onda antes que o meu grito de revolta vos provoque um desafinado, histérico, estridente e irritante berro de cana rachada de “Não sei se diga, não sei se faça, não sei se pense” e antes que vos deixe aí aos segredinhos, deixem-me só dizer-vos que o batom está mal espalhado e que tenho pena desses saltos altos por serem tão mal tratadinhos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

-001.jpg)
-001.jpg)
-001.jpg)











